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03-02-2017

Feovelha mantém tradição e registra crescimento nas vendas


Foto: JTR Negócios chegaram ao faturamento total de R$ 570.165,00 e 1.405 animais vendidos

A 33ª Feira e Festa Estadual da Ovelha - Feovelha de Pinheiro Machado manteve a tradição e registrou incremento de 30% na média geral por animal vendido. Os negócios foram encerrados na noite de sábado (28), com faturamento total de R$ 570.165,00 e 1.405 animais vendidos. A média geral por animal foi de R$ 405,81, enquanto a média de 2016 foi de R$ 312,28.


Mesmo com um número 50% a menos em relação ao número de animais, os negócios realizados, tanto no Rematão de ovinos gerais, realizado no dia 27, quanto no remate de reprodutores, realizado no sábado, comprovaram que Pinheiro Machado mantém o prestígio dos animais. “O evento é tradicional e, por isso, tem sua valorização natural todos os anos. Outros eventos de ovinos de verão finalizaram com queda significativa tanto no número de animais comercializados quanto em suas médias. A Feovelha, mais uma vez, se consagrou como a melhor opção para os criadores realizarem bons negócios”, diz o presidente do Sindicato Rural de Pinheiro Machado, Gabriel Camacho.



Realizada do dia 26 a 29, no Parque Charrua, a Feira recebeu autoridades como o secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo. Ele informou que foram assinadas durante o evento duas Instruções Normativas (IN) que tratam do controle/combate do javali. “Recebemos uma demanda, no ano passado, do Sindicato Rural de Bagé e a partir daí formamos um grupo de trabalho, com a participação da Farsul, Fetag, Fundesa, Arco e outras instituições na busca de construir mecanismos de controle ao javali, que tem aumentado significativamente e não possui predadores”, disse. O secretário explicou que a primeira instrução normativa regulamenta o transporte das carcaças dos animais abatidos pelos caçadores nas propriedades, e a outra institui a coleta de sangue para análise e identificação de possíveis doenças transmitidas por estes animais.


No dia 27, a movimentação se deu em torno da abertura oficial, com participação de autoridades municipais, regionais e estaduais. A superação e a coragem para a realização do evento num momento de crise deu o tom aos discursos durante a cerimônia, que ocorreu no Pavilhão de Remates. O mestre de cerimônias foi o diretor da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Hermes Ribeiro, que ainda promoveu um debate junto ao estande do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural  (SENAR) sobre economia regional.


O presidente do Sindicato, Gabriel Camacho, agradeceu o apoio de toda equipe que trabalha na realização da Feira. Já o prefeito José Antônio Rosa parabenizou a diretoria pela organização, que superou adversidades, somou esforços e realizou o maior evento do município.


O presidente da Câmara de Vereadores, Jaime Lucas, destacou a luta incansável dos organizadores para que a Feira se realizasse, e as potencialidades do município. O presidente da Associação Rio-grandense de Criadores de Ovinos (Arco) de Bagé, Paulo Schwab, destacou a parceria de entidades como o Sebrae, Senar e Farsul e governo do Estado, que realizam trabalho diferenciado em favor da ovinocultura. Segundo ele, a cadeia ainda precisa se organizar, principalmente no que diz respeito aos mercados, como o da carne de cordeiro, uma das mais caras do mercado.


O deputado estadual Adilson Troca, vice-presidente da Assembleia Legislativa, falou em nome de todos os deputados presentes e ressaltou a força do setor primário do Estado. “O responsável pela principal arrecadação do Estado e do país ainda é o setor produtivo, apesar de todas as dificuldades”, disse.


Durante a solenidade, foram entregues duas distinções a pessoas e entidades que se destacaram em favor da ovinocultura da região e do município. Foram entregues por Gabriel Camacho o troféu à extensionista da Emater, Neli Enilda Ferreira da Silva, pelo empenho e dedicação ao evento.


Também foi homenageado o presidente do Sistema Farsul, Carlos Rivacci Sperotto, pelo seu apoio ao longo do tempo à ovinocultura. Ele foi representado pelo vice da Farsul, Gedeão Pereira, que agradeceu a homenagem feita ao presidente Sperotto, segundo ele, merecida pelas suas ações ao longo dos anos em que está à frente da entidade.


O secretário do Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco, representou o governador do Estado, José Ivo Sartori, destacando a coragem dos organizadores e patrocinadores em acreditar na ovinocultura e realizar o evento que demonstra a valorização do setor.


Durante todo o dia 27, foram definidos os grandes campeões da edição 2017. O diferencial deste ano foi que os julgamentos foram concentrados em apenas um dia. Um grande público de criadores e visitantes acompanhou o momento, realizado simultaneamente para as diversas raças. Segundo a Arco, participaram 473 animais, 88 de galpão e 110 lotes de rústicos das raças Merino Australiano, Ideal, Corriedale, Romney Marsh, Texel, Ile de France, Hampshire Down, Suffolk, Dorper e White Dorper.


No sábado (28), a Emater entregou, no estande da Agricultura Familiar, a premiação aos grandes vencedores dos concursos de Artesanato em Lã e Pele Ovina e do 12º Concurso de Borregas. Os artesãos premiados em cada categoria foram Ledanir Noguês, de Piratini, com trabalho de Fiação; Patrícia Machado, de Arroio Grande, Tecelagem; Cenilza Dreckmann, de Jaguarão, Tricô; Nilva Schwert, Candiota, Crochê; Nilma Silveira, Jaguarão, Crochê Jacard; Nilma Silveira, Jaguarão, Técnicas Mistas; Valdecir da Rosa Duarte, Capão do Leão, Técnicas Livres; Nilva Schwert, Candiota, Lã Top; Andréa Madruga, Piratini, Inovação; Eraci Schwert, Candiota, Pelego; e Nilva Schwert, Candiota, Pele Livre.


No Concurso de Borregas, o médico veterinário Daniel Barros de Barros escolheu os melhores entre os 21 trios inscritos. Os classificados irão participar do concurso regional, que ocorre no dia 28 de abril, em Herval. Na raça Merino, o trio campeão pertence à Éderson Camacho; na Ideal, à Erani Valente de Oliveira; Corriedale, José Antônio Pires; Texel, Laerte Garcia; Crioula, Bruna Barbosa; e Naturalmente Coloridos, Nevisson Camacho.


Outro destaque foi o pavilhão de Indústria e Comércio, que além do artesanato e da carne de cordeiro, destacou a vitivinicultura e a olivicultura, atividades em ascensão em Pinheiro Machado. No local, foram expostos os produtos fabricados com as uvas e as oliveiras cultivadas no município. Na olivicultura, destaque para a empresa Oliva Agroindustrial, fabricante do azeite de oliva extravirgem Batalha, produzido com variedades de oliveiras de origem mediterrânea. Atualmente, o olival da empresa ocupa 350 hectares com 90 mil pés, na Estrada da Guarda Velha. No estande, o visitante pode degustar e adquirir o produto, como também puderam ser degustados e adquiridos os azeites da marca Verde Louro, de Canguçu. Também estavam expostas 11 marcas de outros sete municípios do Estado.


O RS registra 400 hectares de novos olivais por ano, e conta com 160 produtores em 55 municípios e oito indústrias, responsáveis pela fabricação das 13 marcas expostas na Feira.


Também estiveram presentes na Feovelha, através da representante pinheirense Vivian Alves, vinhos finos e espumantes de várias regiões do Estado, com destaque para a Vinícola Terrasul, de Pinheiro Machado; Don Guerino, de Alto Feliz; Aracuri, de Vacaria; e Lídio Carraro, de Encruzilhada do Sul. Além disso, o visitante pôde apreciar e adquirir produtos como sucos, geleias e cervejas do Moinho Graciema, de Santo Antonio da Palma.


Entre as atrações de domingo (29), estiveram as provas da primeira etapa do Campeonato Zona Sul de Veloterra, que atraiu mais de 187 pilotos e um público superior a 1,5 mil pessoas. De acordo com o organizador Luiz Carlos Karnopp, os pilotos enfrentaram uma pista de 1,2 mil metros em 16 categorias, durante todo o dia. O Campeonato é itinerante e deve passar por dez cidades da região, entre elas Dom Pedrito, Rio Grande, Chuí, São Lourenço do Sul, Camaquã, Bagé, Santa Vitória do Palmar e Candiota.


Comparativo das vendas 2017 com edições anteriores:


Feovelha edição : 2017


Número de animais comercializados: 1.405 (1.331 animais a menos)


Total em comercialização: R$ 570.165,00 (50% a menos que 2016)


Feovelha edição : 2016


Número de animais comercializados: 2.736 (1.708 animais a menos)


Total em comercialização: R$ 854.425,00 (53% a menos que 2015)


Feovelha edição: 2015


Número de animais comercializados: 4.444 (3.521 animais a menos)


Total em comercialização: R$ 1.303.360.00 (um acréscimo de mais de 45% nas médias gerais)


Feovelha edição: 2014


Número de animais comercializados: 7.965 (2.140 animais a mais)


Total em comercialização: R$ 1.663.615,00 (um acrésimo de mais de 8%)


Feovelha edição: 2013


Número de animais comercializados: 5.825 (1.639 animais a mais)


Total em comercialização: R$ 1.546.501,00 (um acrésimo de mais de 33%) 


Feovelha edição: 2012


Número de animais comercializados: 4.186 (1.735 animais a menos)


Total em comercialização: R$ 1.154.729,00


Redator: Tradição Regional



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