Domingo, 21 de junho de 2026, 23:33h
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Com 56 mil pés plantados, Gilberto Becker comemora a boa qualidade do tabaco nesta safra
Dados da Associação de Fumicultores do Brasil (Afubra) apontam que São Lourenço do Sul vem crescendo no cultivo de tabaco e na última safra assumiu a segunda posição no ranking da produção nos três estados do Sul do Brasil. Com 3.462 produtores, São Lourenço do Sul teve safra de 14.433 toneladas em 2016, ficando atrás apenas de Canguçu, o maior produtor, que chegou a marca de 16.631 toneladas.
Mais do que números, a produção de fumo é inquestionável quanto à importância no agronegócio e fonte de receita para o município. Os mais recentes dados de São Lourenço do Sul indicam que 60% do Produto Interno Bruto (PIB) sai do campo e, dentro deste universo do setor primário, 65% da riqueza vem do tabaco, conforme informações do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
“O tabaco é fundamental. É a principal atividade e o que traz renda ao pequeno produtor”, diz o presidente do Sindicato, Valnei Bröse. Ele avalia o crescimento da produção como reflexo de investimentos dos produtores em tecnologias. “Foram muitos investimentos nos últimos anos, tanto na produção, com irrigação por gotejamento, quando em estufas elétricas. Hoje, 85% dos produtores já têm estufas elétricas. Isso diminuiu a mão de obra, as horas trabalhadas e aumenta a qualidade com produto mais uniforme”, detalha Bröse.
Um dos produtores que contribui para esses bons resultados na cidade é Gilberto Becker, da localidade conhecida como Esquina da Reserva. Ele garante que o gotejamento e a estufa elétrica foram fundamentais para o crescimento com qualidade da produção, o que aumenta a renda ao produtor, já que a classificação do produto é feita pelas empresas fumageiras, conforme sua qualidade.
Produção deve crescer
A expectativa é de que São Lourenço tenha uma produção ainda maior nesta safra. “Se o clima ajudar, como está ajudando, vai ser uma safra ainda maior”, prevê Bröse. O produtor Gilberto Becker concorda, já que percebe nas suas lavouras o bom desenvolvimento das plantas. Com 56 mil pés plantados, ele já começou a colher o plantio cedo e espera encerrar em março a colheita do tardio. “A qualidade está muito boa. O clima está ajudando e o gotejamento tem sido fundamental”, diz.
Nem mesmo o temporal de granizo, que atingiu cerca de 200 lavouras na última semana, deve causar efeito de redução na produção do município. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais é confiante no crescimento da produção com tanta dedicação e investimento feito pelos produtores.
Redator: Tradição Regional
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