S�bado, 11 de julho de 2026, 03:44h
Home Rural
Demonstração da despesca, que é o momento em que se retiram os peixes do açude, separando-os por peso e espécie e os encaminhando para o transporte
A região de Lajeado está entre as que mais se destacam na produção de peixes em cativeiro no Rio Grande do Sul. Devido à importância da aquicultura de água doce, o zootecnista do escritório regional da Emater/RS-Ascar de Lajeado, João Sampaio, coordena na Expoagro Afubra 2012 a demonstração da despesca, que é o momento em que se retiram os peixes do açude, separando-os por peso e espécie e os encaminhando para o transporte.
“Este é o ponto culminante na criação de peixes, o momento em que o produtor colhe os frutos do seu trabalho. A despesca deve ser feita com um equipamento correto, com calma”, afirma Sampaio. Os extensionistas responsáveis pela prática no açude, ao lado da Casa da Emater/RS-Ascar, são Deoclésio Picolli, Claudiomiro Oliveira e Martim Schmachtember.
Com a chegada da Sexta-feira Santa e da Páscoa, o consumo de peixe aumenta. Sampaio explica que, tradicionalmente, a maior parte da produção não é vendida para os abatedouros, mas comercializados vivos diretamente ao consumidor. “Desta forma, o peixe chega mais barato à população por não envolver estruturas de abate, garantindo a segurança alimentar por oferecer um produto fresco”, afirma Sampaio.
O produtor Luiz Folleto, de Lajeado, diz que sempre visita a Expoagro, sendo o momento da despesca o mais esperado. “É muito interessante porque nós podemos ver o trabalho dos técnicos na coleta dos peixes. A paciência deles é o que mais chama a atenção. Estou investindo há 5 anos no meu açude para criar traíra e, na hora da despesca, temos que tratar os peixinhos com muito cuidado”, explica.
O equipamento para a realização de despesca tem um custo acessível ao pequeno produtor. Conforme Sampaio, o grande desafio da atividade é quantificar o número de alevinos por açude e a realizar a despesca com a técnica adequada. “A rede deve ser puxada pelas extremidades. Muitos produtores ficam no meio da rede, tentando evitar com que os peixes escapem. Isso é muito perigoso, pois os peixes saltam e podem machucar alguém”, recomenda o zootecnista da Emater/RS-Ascar.
Para os produtores interessados em investir na criação de peixes, a Emater/RS-Ascar promove, através do Centro de Treinamento de Agricultores de Montenegro, dois cursos na área de piscicultura. Todos os detalhes sobre a criação semi-intensiva de peixes, desde a escolha do local, construção dos viveiros, dicas sobre alimentação, controle de qualidade da água e profilaxia, são apresentados aos alunos.
Redator: Assessoria de Imprensa
Fechar X
Fechar X
Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS
E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514
© Todos os direitos reservados