Quinta, 18 de junho de 2026, 23:58h
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Quilombo Brasa Moura, um dos beneficiados com a certificação, está localizado na Serra das Asperezas
No período de escravidão no Brasil, os negros que conseguiam fugir se refugiavam com outros em igual situação em locais bem escondidos e fortificados no meio das matas. Estes locais eram conhecidos como quilombos. Nestas comunidades, eles viviam de acordo com a cultura africana, plantando e produzindo em comunidade.
Os descendentes desses escravos preservam até os dias de hoje alguns costumes, assim como a valorização da fauna e da flora, a fim de dialogar o meio ambiente.
Como forma de auxílio, o governo federal criou algumas políticas públicas como reconhecimento de direitos etino-raciais e territoriais. Por conta disso, emergiram das lutas sociais novos sujeitos de direitos e cidadania: as comunidades de quilombos. Desse contexto, surge a política pública de promoção da igualdade racial direcionada à população negra. O programa Brasil Quilombola, por exemplo, dentre seus eixos de atuação, objetiva o reconhecimento e titulação territorial das comunidades quilombolas.
Dessa forma, o município de Piratini também mantém suas raízes quilombolas, com diversas comunidades que contam com o suporte técnico da Emater. Para melhor atendê-las três certificações foram entregues no dia 12 deste mês: uma delas na Serra das Asperezas, onde está localizado o quilombo Brasa Moura. A entidade é coordenada por Eva Lopes Teixeira de Ávila, neta de parteira e benzedeira, que, após ficar viúva, criou sozinha seus oito filhos. “Ela sempre pediu para que não deixasse o local abandonado, perdido”, comenta Eva.
Além desse quilombo, também foram certificados Raulino Lessa, em Piratini, e Nicanor da Luz, no Cancelão.
Redator: Tradição Regional
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