Quinta, 18 de junho de 2026, 09:33h
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A Cooperativa Mista de Pequenos Agricultores da Região Sul (Coopar)/Pomerano Alimentos comemora seus 25 anos de existência de maneira consolidada, a partir da união de esforços dos produtores que acreditam no modelo de fortalecimento e potencialização da agricultura familiar, fomentando a economia do campo, com a diversificação de culturas e criação de alternativas de emprego e renda para os produtores rurais e suas famílias.
Inaugurada em 30 de maio de 1992, a Coopar foi fruto da iniciativa de 40 agricultores, motivados pelos negócios gerados com a batata inglesa. Porém, o produto é altamente perecível e o mercado restrito, fazendo com que o grupo ampliasse as alternativas de produção. Alimentos como milho, feijão e soja foram algumas das possibilidades a serem comercializadas. Já o leite, que, atualmente, equivale a 50% do faturamento, passou a ser captado em 2001, transformando-se em matéria-prima de uma lista que hoje chega a nove produtos da linha Pomerano Alimentos.
Atualmente, a Cooperativa ocupa um lugar de destaque na Região Sul do Estado, fruto do trabalho, dedicação e resultados alcançados, com as seguintes áreas de abrangência: São Lourenço do Sul, Pelotas, Rio Grande, Turuçu, Canguçu, Arroio do Padre, Cristal, Camaquã, Amaral Ferrador, Dom Feliciano e Chuvisca.
Mesmo diante de um momento de incertezas na economia e mercado, a Coopar segue com suas diretrizes e bases, fortalecendo os negócios. O otimismo está, por exemplo, no último balanço financeiro, com faturamento aproximado de R$ 100 milhões no ano de 2016, obtendo um aumento de 25% em relação ao exercício anterior. A captação de leite foi a maior já registrada em 24 anos de história, no qual o volume diário ficou em torno de 150 mil litros. “O leite, com que começamos a trabalhar em 2001, se transformou em uma possibilidade de diversificação aos nossos produtores e hoje é o nosso carro-chefe”, resume o gerente-geral Amilton Strelow.
O gerente também destaca o suporte oferecido aos agricultores, não apenas aos que abastecem a indústria de laticínios, mas também aos que se dedicam à produção de grãos, como soja, milho e feijão. Como modo de garantir a estabilidade do modelo cooperativista, as decisões são analisadas como forma de gerar os melhores resultados, aprimorando e procurando os melhores caminhos a serem seguidos.
Hoje, são mais de quatro mil famílias vinculadas à Cooperativa, sendo que aproximadamente 1,2 mil ingressaram a partir de 2015. A expectativa é de que o quadro continue evoluindo, visto a consolidação do fortalecimento da agricultura familiar e atendimento de, praticamente, toda a cadeia produtiva dos associados com benefícios desde a compra de insumos até a produção final.
O lourenciano José Eupídio Nunes, com mais de dez anos de associação, é um caso típico de sucesso em sua trajetória junto à Coopar: “Essa variação de cultura tornou-se para os produtores uma porta para a diversificação”, avalia. Em 2005, ao ingressar na Cooperativa, Nunes, entregava, em média, de 25 litros de leite por dia. Atualmente, com um total de 40 animais, cerca de 27 deles na ordenha, a produção oscila entre 350 e 400 litros diários. “Passamos a contar com um dinheiro certo todos os meses. Com certeza, foi um suporte que fez toda a diferença”, afirmou.
Alguns suportes oferecidos para os associados:
Sanidade melhor e preço: O produtor que obtém os laudos de sanidade animal, livre da brucelose e da tuberculose, recebe incremento no valor pago pelo litro. É um acréscimo que, ao longo do ano, com o volume de litros comercializados, ajuda a suprir investimentos com os cuidados do próprio rebanho;
Melhoramento genético: Apostando no melhoramento genético, os produtores recebem sêmen como bonificação para inseminação dos animais. A média de produção também é avaliada na hora de decidir o investimento;
Duas unidades para secagem e armazenagem de grãos: A estrutura auxilia na negociação dos preços, já que, com a possibilidade de estocar a produção, os agricultores podem aguardar o melhor momento de vender os grãos. Os compradores são os próprios associados, principalmente com relação ao milho, utilizado na alimentação dos animais. Cada uma das unidades tem capacidade para nove mil toneladas.
Posto de combustíveis: Duas unidades estão instaladas no interior, nas localidades de Boa Vista, próximo à indústria matriz, e na Picada Boa Esperança, que beneficiam os associados na logística de trajeto.
Orientação técnica: O repasse de fertilizantes e de sementes para o plantio de pastagens também faz parte do suporte, além de assistência de médico veterinário.
Braços para além da região: Os leites UHT integral e desnatado são industrializados em Taquara, na região Metropolitana de Porto Alegre, e voltam para comercialização na Zona Sul. A matéria-prima, entretanto, é da região. O soro é vendido para a cidade de Teutônia, na região Central do Estado. “Com uma única cartada, a Cooperativa coloca valor comercial no resíduo e ainda evita o investimento em um sistema para destinação correta do material, conforme a legislação ambiental”, explica o gerente de Laticínios, Fábio Bender. Em Teutônia, o soro transforma-se em composição láctea e ainda ganha a versão em pó.
Redator: Tradição Regional
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