Quinta, 18 de junho de 2026, 04:57h
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Os estandes são compostos por agricultores e pecuaristas familiares, indígenas, quilombolas e assentados da Reforma Agrária, expondo a produção diversificada do Rio Grande do Sul
Como forma de fortalecer a comercialização dos produtos de pequenos agricultores do Rio Grande do Sul, nesta edição especialmente com cerca de 35 cidades participantes, ocorre pelo terceiro ano a Feira da Agricultura Familiar, com 51 estandes viabilizados pelo governo do Estado, através da Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), além do apoio da Emater-RS/Ascar, da Embrapa Clima Temperado, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG), e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF), entre outras entidades.
Na Feira, a diversidade dos produtos expostos é um destaque, pois são contemplados alimentos doces e salgados, carnes, sucos, destilados, vestuário artesanal, artesanatos rural e indígena, além de flores e mudas de árvores, com novidade acerca dos produtos orgânicos e do chopp artesanal. Um exemplo é a Cooperativa de Pescadores de Santa Isabel (Coopesi), de Arroio Grande, que busca na Feira uma forma de ampliar o mercado, além de divulgar o novo produto. “A inovação é a bochecha da traíra que trazemos para a banca, sendo que um dos pratos mais famosos é o strogonoff da bochecha, que não tem espinha, então, o pessoal gosta bastante”, afirmou Daniela Madeira, membro da cooperativa.
O Arranjo Produtivo Local (APL) de Alimentos da Região Sul participa na concepção no Balcão de Negócios em Pelotas, com a intenção de promover a comercialização dos produtos da agricultura familiar em âmbito regional, e participa da Fenadoce com a Banca 78. Entre os alimentos, Anna Karenina, colaboradora do projeto e vendedora na Feira, destaca os produtos de Turuçu, reconhecido pelas pimentas, e os doces de São Lourenço do Sul. “Esse é um espaço muito importante socialmente. 70% da nossa comida vêm da agricultura familiar e não é à toa porque tem muita gente que trabalha nisso e se esforça”, destaca.
De Candiota, Nilva Eslner Schwert participa pela primeira vez como expositora na Fenadoce, com artesanato manual em lã crua, porém seus produtos já foram vendidos no espaço em anos anteriores. “A estrutura da Feira é muito boa e organizada, então a expectativa é de superar as vendas anteriores”, estima.
No ano de 2016, a Cooperativa Sulleite, de Santa Vitória do Palmar, lançou seu doce de leite, produzido artesanalmente com leite de vacas alimentadas a pasto, com respeito ao bem estar animal, ao meio ambiente e ao ser humano, com diferencial pela quantidade menor de açúcar na composição do produto, obtendo grande aceitação pública nas feiras em que participaram, como Expointer e Expofeira, o que faz com que a expectativa para esta edição seja melhor do que a do ano anterior.
De acordo com Jocimar Rabaioli, assessor de política e agroindústria da FETAG, há uma crescente no número de agroindústrias formalizadas, sendo necessária a exposição da produção gaúcha. “Nada melhor que a Fenadoce, que é uma vitrine, para mostrar os produtos que são feitos”, afirma, além de ressaltar a intenção de oportunizar o espaço da Feira para mais famílias participarem com seus empreendimentos, já que o número de expositores demonstra o potencial do evento.
Para Rodolfo Hobuss, da agroindústria Figueirinhas, de Capão do Leão, que expõe na Feira pelo segundo ano e trabalha com panificados, o espaço dado é muito importante. “Temos novos expositores, inclusive de outros municípios, e isso, para o consumidor, é muito bom porque quanto mais diversidade de produtos, mais atrativo fica”, analisa.
Instituído o Programa da Agroindústria Familiar, esta política pública demonstra a importância econômica, social e cultural, além da perspectiva sustentável, trabalho que gera renda e é desempenhado por um agricultor familiar. Na Feira, além dos produtores, ocupam os estandes pecuaristas familiares, indígenas, quilombolas e assentados da Reforma Agrária, o que representa uma produção diversificada e que os públicos se identificam dentro das regiões.
De acordo com Renato Cougo, assistente técnico regional da Emater, essa relação da política pública tem sido muito válida, além da regularização das agroindústrias feita pela entidade. “No caso da regularização, observamos que nesses últimos dois anos e meio tivemos quase uma agroindústria a cada três dias legalizada no Estado. E a política, de certa forma, recobrou algo que pertence à agricultura familiar, que é a agroindústria familiar”, explica.
Feira da Agricultura Familiar
Local: Centro de Eventos Fenadoce
Do dia 31 de maio a 18 de julho
De segunda a sexta-feira: Das 14h às 23h
Sábados, domingos e feriado: Das 10h às 23h
Redator: Tradição Regional
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