Ter�a, 16 de junho de 2026, 16:20h
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O grupo de produtores de pêssego de Piratini, que participa do programa de Gestão Sustentável executado pela Emater/RS-Ascar, juntamente com os técnicos da instituição local, buscaram, no dia 8 de junho, atualização sobre o manejo e uso de tecnologia para a produção do pêssego, na Embrapa Clima Temperado, em Pelotas. Na ocasião, foram tratados assuntos sobre implantação de pomares, poda, adubação, cultivares e suas aptidões, bem como controle de doenças e pragas.
No encontro, ressaltaram a importância da implantação dos pomares, atendendo todos os passos necessários, como: adquirir mudas de qualidade, livres de doenças; fazer a análise de solo para as devidas correções, levando em conta a preparação da área, pois os solos locais são predominantemente ácidos; realizar a adubação fosfatada, juntamente com o calcário, pois ele tem baixa mobilidade, dificultando a disponibilidade pela planta; e ainda adubar com potássio, boro e zinco, de acordo com a recomendação. O nitrogênio, como é altamente móvel, aconselha-se colocar após o plantio, dividido em três aplicações.
Devido à época, o manejo aconselhado é o tratamento de inverno, que consiste no conjunto de procedimentos necessários para reduzir o inóculo de doenças das plantas no campo. De acordo com os técnicos, para que as doenças não passem de um ciclo para o outro e possam causar perdas na produção, a poda de inverno é realizada removendo ramos mal formados, atacados por doenças e mal posicionados.
Os ramos podados e as “múmias” (frutos mumificados que permanecem nos ramos, fontes de inóculos) devem ser recolhidas dos pomares. Os cortes da poda devem ser protegidos para evitar a entrada de doenças com pasta bordalesa ou tinta plástica a base de água, sendo a tinta mais resistente às chuvas. Posteriormente, as plantas devem ser pulverizadas com calda bordalesa ou sulfocálcica para maior proteção. Todo este procedimento deve ser realizado no período de dormência das plantas de pessegueiro.
Em relação às pragas, a atenção é voltada para a mosca-das-frutas que provoca perdas na produção, devendo-se iniciar o monitoramento logo após a floração, que consiste em acompanhar o desenvolvimento populacional da mosca, sendo importante para a tomada de decisão do controle, evitando aplicações demasiadas de agrotóxicos.
Os produtores, ao se reunirem e formarem um grupo, buscam capacitação através das reuniões mensais, elaboradas com a Emater, e fomentação da cultura no município, possibilitando uma diversificação da propriedade e melhoria de renda para a permanência no meio rural.
Outro destaque é a busca de alternativas para o manejo sustentável dos pomares, utilizando-se de produtos com baixa toxicidade, evitando a exposição do agricultor aos agrotóxicos e diminuindo o uso de produtos que possam deixar resíduos químicos nos frutos.
Desta forma, se demais produtores tiverem interesse na atividade, podem entrar em contato com o Escritório Municipal da Emater, localizado na rua 20 de Setembro, nº 150, através dos telefones (53) 3257-1428 e (53) 99998-7344, ou ainda pelo e-mail [email protected].
Redator: Assessoria de Imprensa
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