Segunda, 15 de junho de 2026, 19:30h
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Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canguçu recepcionou a comissão e compartilhou um pouco da história da unidade. No total, 27 jovens realizaram o intercâmbio neste ano
Na manhã da última quinta-feira (17), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS) esteve em Canguçu para uma visita ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município, no intuito de trocar conhecimentos entre a regional e a Comissão Estadual de Jovens que os acompanhava.
Em seu terceiro ano consecutivo, o intercâmbio estadual, realizado anualmente pela Comissão - constituída por jovens inseridos no meio rural -, busca conhecer a forma de cultivo e trabalho da região escolhida, levando a troca de experiências e conhecimento prático para a aplicação de novas técnicas.
A Comissão é representada por um coordenador e uma coordenadora jovens para cada uma das 26 regionais, representando a juventude de sua região e levando as demandas à FETAG para a construção coletiva da solução. Ao escolher a Região Sul neste ano, por sua notória diferença com o Litoral e pela extensão maior de território, os 27 jovens que compõem a Comissão se disseram surpresos com os aspectos locais diferentes do seu, como a ovinocultura, em alta no Sul. Eles apontaram para a boa recepção das famílias as quais, em meio a troca de conhecimento, contribuíram com o meio rural e com os sindicatos. Durante todo o intercâmbio foi trabalhada também a questão de sucessão sindical, ressaltando a necessidade da juventude se agregar ao sindicato para mostrar “sua cara” e suas necessidades.
Guilherme Tessmer, primeiro suplente e coordenador da parte do fomento do Sindicato conta que o intercâmbio teve início em São Lourenço do Sul, com a visita a uma agroindústria familiar em que, hoje, em sua terceira geração, os jovens falam em tocar a agroindústria. Após, fizeram uma visita ao hospital regional, referência local, usada para mostrar ao jovens os resultados de uma organização comunitária. Em seguida, foram ao espaço histórico da cultura pomerana, buscando um conhecimento mais amplo no assunto.
Em Pelotas, visitaram uma propriedade adquirida através do crédito fundiário, para trabalhar a questão da política pública, onde de 10 hectares adquiridas pela família, em um cultivam uva, que gera renda suficiente para manter os jovens no campo. Visitaram ainda uma propriedade familiar produtora de pêssego, leite e aves, onde em sua quarta geração segue firme o lema “quero ficar, quero tocar a propriedade”. Na quarta-feira (16), estiveram na Escola Família Agrícola (EFASUL), em Canguçu, onde se reuniram com outros jovens agricultores, somando quase 100 pessoas e trocando experiências para o meio rural.
Hoje, a gente está vendo uma reversão no processo de evasão rural. Com o desemprego, já existem famílias da cidade procurando por propriedades no meio rural”, comentou Tessmer, complementando que sempre reforçam para as famílias não venderem sua propriedade no primeiro momento em que o jovem quer se mudar para a cidade. “É preciso que aguardem para ver a adaptação e definir o que querem porque podem não se adaptar, querer voltar e não terem mais como”.
A Comissão trabalha ainda a importância do estudo para o jovem no meio rural a fim de conhecer suas alternativas e conseguir administrar a propriedade. A visita se encerrou na propriedade de Tessmer, quando foi contada a história da propriedade familiar, além de divulgados trabalhos com a ovinocultura e o desenvolvimento do Alto do Camaquã, com um prato típico chamado “Cordeiro a Moda Alta Camaquã”, uma forma diferente de assar o churrasco de cordeiro.
Redator: Tradição Regional
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