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Atualmente, são aproximadamente 160 fêmeas da raça, sendo 13 levadas para a Expofeira
Há nove anos, o Centro de Recria de Touros e Novilhas Selecionadas da Raça Jersey (Certon) foi criado a partir das demandas oriundas da agricultura familiar, de assentamentos rurais e de experiência bem-sucedida, realizada no período de 1998 a 2003, na recria de bovinos, com a busca de promover uma genética da melhor qualidade dos rebanhos leiteiros e de segmentos afins, que é um dos diferenciais da Embrapa Clima Temperado.
Segundo o material publicado pela instituição, o potencial genético do rebanho Jersey na entidade permite a seleção e o aproveitamento racional dos terneiros machos para touros, principalmente para os produtores que ainda utilizam a monta natural, de genética desconhecida, na reprodução de suas fêmeas.
Com isso, de acordo com o coordenador do Certon, Darcy Bitencourt, o nicho trabalhado começou como forma de propiciar uma melhoria genética a baixo custo. “O que nos interessa é fazer com que se desenvolva, o produtor melhore a produção e qualifique a genética dentro das condições que ele pode ter”, comenta.
A promoção do desenvolvimento iniciou e, consequentemente, outras regiões do Rio Grande do Sul foram alcançadas, como as cidades de Caxias do Sul e Erechim, pois a demanda dos produtores continua grande. Uma das iniciativas foi 1º Leilão de Gado Jersey da Embrapa, que mostrou a importância da raça no Estado e retorno positivo sobre a produtividade.
Em 2011, o Certon passou a recriar todos os bovinos nascidos no Sistema de Pesquisa e Desenvolvimento em Pecuária Leiteira da Embrapa Clima Temperado (Sispel), e, assim, machos e fêmeas, ao serem desleitados, com 60 dias, são enviados para o Centro. Para isso, foram estabelecidos sistemas específicos para a recria de ambos os sexos, sendo que a recria de fêmeas contém cinco fases, por idade: dos 60 aos 150 dias, com alimentação focada no feno e concentrado com 18% a 20% de proteína necessária, além do período de 90 dias estabuladas; dos 150 aos 360 dias, as terneiras são levadas ao campo em potreiros específicos para a categoria, além de alimentação específica; dos 360 aos 420 dias, os animais têm avaliação corporal e da raça, para seleção de exposições e rebanho geral do Sispel - os bovinos selecionados devem ser inseminados entre 12 e 14 meses, com acompanhamento; dos 420 aos 720 dias, os animais estão em fase de gestação, além dos cuidados com a alimentação; e a partir dos 720 dias de idade, período no qual o desafio é alimentação de estímulo ao potencial produtivo da vaca.
Já a recria de machos é composta por três fases: a primeira dos 60 aos 150 dias, a segunda dos 150 aos 360 dias, e a terceira, dos 360 aos 420 dias, sendo a última caracterizada pela preparação para exposições e comercialização em leilões públicos de venda de animais.
Atualmente, a Embrapa possui cerca de 160 fêmeas da raça Jersey. Para a Expofeira, serão levados 13 animais e o touro, que foi o grande campeão no ano de 2016 na Expointer. A participação iniciou na quarta-feira (11), além do Concurso de Gado Leiteiro.
Associação dos Criadores de Gado Jersey do Estado
Na Associação dos Criadores de Gado Jersey do Rio Grande do Sul, há o estímulo para que as prefeituras realizem leilões da raça, além do auxílio prestado pela instituição. Outra pretensão da Associação é que se tenha uma área de negócios para catalisar todas as oportunidades da raça no RS e proporcionar aos interessados a aproximação do vendedor e comprador.
Redator: Tradição Regional
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