Domingo, 14 de junho de 2026, 19:48h
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O presidente da ARP, José Luiz Kessler, destaca a realização de seminários que analisam as tendências do setor rural
A Expofeira Pelotas, tal como é hoje, partiu de uma construção, uma união de forças de entidades ligadas ao desenvolvimento regional como Embrapa, Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Emater, universidades, sindicatos rurais, Prefeitura, agentes de crédito rural - como Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Caixa Econômica Federal, Sicredi e, mais recentemente, Banrisul -, associações profissionais e outras organizações.
Além de feira popular e uma das maiores mostras de genética de bovinos do Rio Grande do Sul, a Expofeira Pelotas passou a ser também destaque por sua Conferência Rural da Zona Sul, momento em que são debatidos os mais diversos temas relacionados ao desenvolvimento regional, tendo como norte as diversificadas atividades do setor rural do Sul do Estado. Tudo isso no Parque de Exposições Ildefonso Simões Lopes da Associação Rural de Pelotas (ARP).
O presidente da ARP, José Luiz Costa Kessler, lembra como tudo começou, na gestão do ex-presidente Rodrigo Costa, quando foi convidado a participar do Conselho Técnico da entidade para intervir na grade de eventos. “A Expofeira era uma fortaleza como mostra de animais, numa região com grande produção de conhecimento, geração de pesquisa e uma cadeia muito diversificada de produção, mas o grande desafio ainda era a integração entre estes setores, fazer da Expofeira o grande ponto de encontro de reflexão do desenvolvimento regional”, conta.
Segundo ele, a edição começa a ser planejada desde o mês de março, quando os representantes das entidades se reúnem, durante cafés da manhã, para identificar os temas que entrarão em pauta. Então, partindo de atividades econômicas de impacto, como ovinocultura, bovinos de corte e de leite, equinos, atividades tradicionais de grãos como arroz e soja, vinculada à pecuária, o resultado é a integração lavoura-pecuária, atividades que transformam a paisagem e a matriz produtiva como florestas plantadas, vitivinicultura, produção de oliveiras, setores que enfrentam dificuldades como o pêssego (fruticultura), produção de flores ornamentais, etc. “Para cada uma dessas atividades se criou um seminário de cenário e tendências”, explica.
Hoje, são realizadas mais de 160 atividades que envolvem turismo rural no Mercosul, agricultura familiar, pecuária de corte e leiteira, cavalo crioulo, ovinocultura, olivicultura, vitivinicultura, fruticultura, produção de grãos, florestas plantadas, políticas públicas, infraestrutura, crédito, questões legais e segurança. “O produto se torna atrativo com a diversidade de temas”, analisa Kessler.
O grande destaque - e estreante na Expofeira deste ano - foi o Seminário de Gestão Pública e Desenvolvimento Territorial, evento organizado pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel) que proporcionou o debate de aspectos relevantes na percepção do desenvolvimento regional e propôs a análise de estratégias que propiciem alcançar o que se espera frente ao imenso potencial que se dispõe.
No ano passado, a Expofeira recebeu 30 mil visitantes e neste ano, são esperados pelo menos 50 mil. Segundo o presidente, é projetada uma movimentação econômica de R$ 30 milhões. “Os números não são o que importam tanto, mas o impacto do evento em toda a economia da cidade, antes, durante e depois”, assegura Kessler.
Redator: Tradição Regional
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