Domingo, 14 de junho de 2026, 16:16h
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Durante os dias 10 e 11 foram realizadas reuniões técnicas na Colônia Santo Antônio, comunidade Vila Nova, em Pelotas, Colônia São Manuel, de Pelotas, Centro Cultural de Eventos Valdino Krause e na Colônia Glória, em Canguçu, voltadas a boas práticas na aplicação de produtos fitossanitários no pessegueiro, já que a safra se aproxima.
Nas reuniões, foram abordados diversos assuntos, como a perspectiva na infestação de frutos por mosca das frutas na safra 2017/2018, através de Dori Edson Nava, pesquisador da Embrapa Clima Temperado, que destacou que a população de moscas deve ficar dentro da normalidade dos últimos anos. A grade de produtos fitossanitários no pessegueiro foi abordada por Bernardo Ueno, também da Embrapa, que falou dos 108 produtos registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento quanto ao uso de inseticidas, fungicidas para controle das moscas e outras pragas, além de proteção da planta.
Já sobre o tema de evolução do uso de atrativos para mosca das frutas, relatados por Rafael da Silva Gonçalves e Sandro Daniel Nornberg, da Partmon, foram citados os diferentes atrativos que podem ser utilizados, como monitoramento e isca tóxica para mosca. Hoje, há vários no mercado, mas o importante é o produtor saber como usar esta nova ferramenta. Encerrando as pautas, o uso correto e seguro de produtos fitossanitários dentro da perspectiva de boas agrícolas em fruticultura, debatido por Claud Goelher, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que tratou da questão do uso de inseticidas, sempre visando para o produtor uma produção mais limpa com produto de alta qualidade.
O pesquisador Dori Nava citou alguns dados da região quanto à produção de pêssego. Existem cerca de 1.200 produtores (maiores produtores estão em Pelotas, Canguçu e Morro Redondo); predominam produtores com área de 5 hectares, embora existam grandes produtores com área muito maior; produção em média por safra era de 6 a 7 mil toneladas por hectare, mas com melhorias gira em torno de 10 mil toneladas; no geral, na região, a média é de 45 milhões de latas de pêssego produzidas, sendo a melhor safra com 60 milhões.
“Temos 13 indústrias que beneficiam pêssego, quase todo para compota, empregando em torno de 10 a 15 mil funcionários de forma direta e indireta”, destacou Nava. Ele reforça que a Embrapa possui três pontos de monitoramento na região, localizados na Colônia Colorado, em Morro Redondo, na propriedade de Edemar Flugel; e nas Colônias Santa Áurea e Rincão da Cruz, em Pelotas. O monitoramento auxilia informações para repassar semanalmente, através de boletins do sistema de alerta para mosca das frutas que existe há sete anos, com dados da real população das moscas, grafolitas e doenças, além das recomendações para produtor durante a semana, como medidas que culminam em colaborar para produtos de boa qualidade sem moscas das frutas e sem resíduos de químicos.
Redator: Tradição Regional
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