Domingo, 14 de junho de 2026, 01:34h
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Foi realizado nos dias 13 e 14, no salão da Comunidade de Arroio do Padre I, um curso em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). O veterinário Ricardo Soares Matias ministrou uma capacitação sobre o controle do borrachudo para agentes de saúde, agricultores, funcionários públicos municipais, professores e técnicos. O curso foi realizado a partir da demanda dos agricultores do município, que em diversas oportunidades relataram o grave problema da presença do inseto na vida das famílias rurais.
O tema foi levantado em uma reunião do Conselho Municipal de Saúde e a partir daí foi dado início às tratativas para sua abordagem, sendo que a Emater/RS-Ascar articulou o curso em parceria com o Senar e com as secretarias municipais da Saúde, Educação e Agricultura.
A atividade foi composta de teoria e prática, sendo identificada a larva do borrachudo, feitas medições de vazão no leito do Arroio do Padre e, após, realizados os cálculos para aplicação do produto biológico utilizado para o controle do inseto.
No encerramento do curso participaram os secretários da Saúde, Andréia Schmechel, da Educação, Daniel Rocha, e da Agricultura, Rafael Rutz, além da nutricionista Maria de Fátima Rocha e do prefeito Leonir Baschi, assessores e membros das secretarias. O evento foi considerado de grande importância para que seja definida uma estratégia de início do programa local de controle do borrachudo. Os presentes tiveram bom aproveitamento e participaram ativamente do curso.
O borrachudo está presente na região há pouco tempo e o problema vem se agravando ao longo dos anos. Além do incômodo que causa as pessoas e animais, o inseto ainda pode transmitir doenças e causar grandes perdas econômicas devido à sua presença. Seu controle depende de uma ação organizada em uma área de maior abrangência. Alguns municípios já estão desenvolvendo ações para minimizar os danos causados pelo borrachudo, com bons resultados observados.
Além do controle biológico, há necessidade de intensificar os cuidados com o meio ambiente como o saneamento básico, conservação de solos, redução do uso de agrotóxicos e presença de predadores (peixes, anfíbios, insetos, etc.).
A educação ambiental é a principal forma de evitar o desequilíbrio, uma vez que, normalmente, há explosão de uma ou outra espécie que aproveita a falta de seus inimigos naturais para aumentar sua população e causar problemas ao homem e outras espécies.
Redator: Tradição Regional
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