Sexta, 12 de junho de 2026, 19:09h
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Uma feira de superação. Assim foi definida a 34ª edição da Feira e Festa Estadual da Ovelha - Feovelha de Pinheiro Machado. Uma verdadeira força-tarefa foi realizada para que o evento pudesse manter-se no mercado de forma ininterrupta. Poder público municipal, governo do Estado e entidades uniram esforços em prol da classe ovinocultora.
A média geral por animal foi de R$ 327,83. O faturamento total registrou R$ 767.145 mil - 2.340 animais vendidos -, 67% de incremento em comparação com o ano de 2017. A raça Ideal obteve a maior média, R$ 1.794,47 mil por cabeça, com 47 animais. A raça Corriedale registrou R$ 1.269,01 mil por cabeça, com 76 animais (a maior quantidade de exemplares à venda). O animal mais valorizado da Feira foi vendido pelo criador Paulo Roberto Assunção, de Bagé: um carneiro da raça Corriedale PO, no valor de R$ 5,2 mil - adquirido por Luiz Carlos Petrarca, da cidade de Lavras do Sul.
É notório que há mais de cinco anos as feiras do Rio Grande do Sul perderam grande parte do apoio do poder público. Crise financeira e falta de crédito também dificultam o patrocínio das empresas privadas. O ano de 2018 foi um divisor de águas para a diretoria do Sindicato Rural de Pinheiro Machado. Segundo o presidente da entidade, Gabriel Camacho, a Feira esteve de forma concreta inviabilizada e cancelada, porém, através da iniciativa do poder público municipal (legislativo e executivo), juntamente com o Sindicato, criou-se um grupo de representantes preocupados com os reflexos que poderiam afetar a região e, principalmente, Pinheiro Machado.
“A ovinocultura está em uma montanha russa, anos de glória e de dificuldades já são comuns para os criadores. Felizmente, foi possível realizar mais uma edição. Nossa cidade aguarda anualmente a chegada de diversos visitantes. O cancelamento traria prejuízos e reflexos socioeconômicos graves. Realizamos um evento de superação, com números finais excepcionais”, afirma Camacho.
Comparativo com as demais edições:
Feovelha edição 2018
Número de animais comercializados: 2.340 mil (935 animais a mais)
Total em comercialização: R$ 767.145 mil (67% a mais que 2017)
Feovelha edição 2017
Número de animais comercializados: 1.405 mil (1.331 animais a menos)
Total em comercialização: R$ 570.165 mil (50% a menos que 2016)
Feovelha edição 2016
Número de animais comercializados: 2.736 mil (1.708 animais a menos)
Total em comercialização: R$ 854.425 mil (53% a menos que 2015)
Feovelha edição 2015
Número de animais comercializados: 4.444 mil (3521 animais a menos)
Total em comercialização: R$ 1.303.360 milhão (um acréscimo de mais de 45% nas médias gerais).
Rematão comercializa R$ 445mil
O Rematão, que durou sete horas, teve grande concentração de compradores, que lotaram as arquibancadas e se revezavam entre o pavilhão de remates principal e as pistas de julgamentos.
Com o novo formato da Feira, a reorganização do evento se fez necessária. “Foi uma surpresa positiva, realizar de forma paralela o Rematão, nosso principal leilão, e os julgamentos. Conseguimos otimizar o evento e transformar a sexta-feira no grande dia da ovinocultura da Feovelha”, destaca o presidente do Sindicato.
O primeiro leilão da Feovelha vendeu 2.131 animais, um incremento de mais de 70% no volume ofertado. O número de animais inscritos superou a edição de 2017: 1.235 animais. A média geral foi de R$ 209,64 por animal.
Nas categorias, a raça mais valorizada foi Suffolck, média de R$ 246,67 por cabeça, com a venda de 51 exemplares. Já nas raças não definidas, o resultado ficou em R$ 211,59 com a comercialização de 192 animais. A raça Corriedale faturou R$ 226,44 por unidade (total de 547 animais), e a raça Hampshire Down vendeu 225 animais a R$ 225,45 cada. Os 121 animais da raça Texel foram vendidos por R$ 230,33 cada.
Relação de raças vendidas no Rematão:
- Raça Ideal: R$ 217,29 cada (279 animais)
- Raça Merino Australiano: R$ 205,08 cada (129 animais)
- Animais Cruza: R$ 196,07 cada (534 animais)
- Pretas: R$ 169,69 cada (212 animais)
- Crioula: R$ 135 cada (8 animais)
Para a diretoria do Sindicato Rural, as expectativas foram superadas. Em um momento de retração do mercado e falta de crédito, comercializar em sete horas um número expressivo de animais aponta pista aquecida e prestígio do evento.
“Em 2017, vendemos pouco mais de 1.200 mil animais. Finalizar o primeiro evento com a liquidação de quase o dobro de oferta é extraordinário. Nossa cidade segue sendo a referência para os bons negócios da ovinocultura”, ressalta Camacho.
Campeonatos
Grande Campeonato Macho PO Corriedale é de Pedras Altas
O Grande Campeonato Macho PO Corriedale foi divulgado às 12h da última sexta-feira (26): Box 99, Paraísos Guerra 28-1828. O exemplar é de propriedade da Cabanha Paraísos, de Pedras Altas - da sucessão Florício Silveira Soares. O macho campeão na categoria Ovino Adulto é filho de Santa Filomena 4528.
O reservado de Grande Campeonato ficou com o BOX 93 - JEP 765, de propriedade da Estância Santa Cecília, de Bagé, em nome de Luis Cláudio Pereira e Fernanda Scardoelli e filhos.
Grande Campeonato Fêmea PO Corriedale é conquistado pela Estância Santa Cecília
A fêmea BOX 85 - JEP 798, da raça Corriedale sagrou-se Grande Campeã. O exemplar é da Estância Santa Cecília, de Bagé, de propriedade dos expositores Luis Cláudio Pereira e Fernanda Scardoelli e filhos. A fêmea campeã na categoria Borrega Maior é filha de Monchi 1947.
Redator: Tradição Regional
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