Sexta, 12 de junho de 2026, 16:09h
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De segunda (5) a quarta-feira (7) foi realizado, em Morro Redondo, o curso de criação de peixes de água doce do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em parceria com Associação dos Aquicultores do Rio Grande do Sul, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural e o Sindicato Rural de Pelotas.
O curso de 24 horas foi ministrado pela instrutora do Senar, Maristela Krügel, de Cachoeira do Sul, e contou com 14 produtores participantes, além da presença do secretário de Desenvolvimento Rural, Flávio Almeida, e do presidente da Associação dos Aquicultores, Cleiton Molina.
Conforme Maristela, a Associação dos Aquicultores está estimulando os produtores a criarem peixes, tendo uma renda extra com uma diversidade rural ou ainda para consumo próprio. Dentre os participantes, há produtores que já têm açudes ou tanques, e os outros que implementarão em suas propriedades.
O objetivo, segundo a instrutora, é para que a intensificação de qualificação e o conjunto dos produtores possam gerar um volume expressivo de peixes para atender o mercado interno brasileiro e externo internacional. Ela citou que existem alguns contatos de venda para alguns países, como no caso das carpas para a China, que possui interesse de compra e no momento não há produção.
Maristela reforça que o curso pretende mostrar para os participantes o que é a cadeia produtiva, o que implica conhecer a atividade. “Mostramos as espécies com as características, alimentação natural ou artificial, doenças, viabilidade econômica, parte de construções de escolha do local, análise de água e medição. Essas informações que repassamos são fundamentais para que, caso haja algum problema, no futuro, o produtor saiba como agir. A Associação, hoje, estimula a criação de peixes das espécies de carpas e tilápias, que possuem mercado. No caso da tilápia, em média, dentro de seis meses, você tem um peixe com 700 gramas, com um mercado pronto te esperando, já a carpa demora um pouco mais”, comentou Maristela.
Para finalizar, ela afirmou que não há necessidade de ter essas variedades em tanques separados, mas que no caso de ter pescas em períodos diferentes, seria mais interessante optar pelos tanques separados, podendo abrir os tanques em períodos diferentes com rendas em mais períodos ao longo do ano, mas que dependem do investimento de cada produtor.
“Estamos estimulando os produtores para terem mais uma renda na sua propriedade”, assegurou o secretário de Desenvolvimento Rural. No mês de abril, haverá um curso voltado ao processamento de pescado para que o produtor tenha mais especializações na área.
Redator: Tradição Regional
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