Sexta, 12 de junho de 2026, 14:27h
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Até a última sexta-feira (9), fevereiro era completamente seco, por causa da falta de chuva, e certamente, mesmo com as mudanças climáticas, não amenizaram a grave situação que atravessa Piratini ao enfrentar a estiagem, que já levou seis municípios da região sul a decretarem situação de emergência.
Há falta de água até mesmo para o consumo humano e animal. Por causa disso, o caminhão pipa da Prefeitura não consegue abastecer semanalmente os reservatórios situados ao longo dos cinco distritos que formam os mais 7 mil quilômetros de área rural.
Nos últimos 45 dias, a capacidade total do veículo está sendo utilizada, pois, segundo a Prefeitura, 40% das cacimbas estão secas ou em via de esgotamento.
Conforme o relatório feito pela Emater-RS/Ascar, apresentado no mesmo dia, na Câmara de Vereadores. A soja, principal impulsionador da economia local, já está com perda de 30%, o que fará com que os produtores tenham dificuldades em honrar os compromissos firmados junto às instituições bancárias. Nas lavouras de milho a perda é bem maior: 50% da produção.
O cultivo de fumo, feijão, hortaliças, melancia, abóbora e morango, também apresentam prejuízos diante da ausência da média histórica de chuvas, que nos meses de novembro, dezembro e janeiro é de 125, 9 milímetros (mm). Para se ter uma ideia, em novembro de 2017, choveu 52 mm, em dezembro 39,9 mm e em janeiro deste ano, 44, 5 mm.
Outros seguimentos afetados são a pecuária de corte, leiteira e de ovinos. A falta das chuvas prejudica o desenvolvimento do campo nativo e pastagens cultivadas, refletindo a redução do ganho de peso, queda na fertilidade do rebanho e redução no volume e qualidade do leite e, tendo em vista a proximidade das estações frias, projeta-se também um agravamento dos prejuízos na atividade pecuária para o restante do ano.
Posição da Prefeitura
Os números e índices apresentados acima são resultado de um trabalho de campo requisitado pelo prefeito Vitor Ivan Rodrigues, à Emater-RS/Ascar e para a Secretaria Municipal de Agricultura.
O chefe do executivo, que sofreu críticas por não ter dado início anteriormente nas ações para decretar situação de emergência, se defende dizendo que estranhou a não manifestação de criadores e agricultores antes, pois são essas ações junto aos órgãos competentes que fornecem subsídios para providências imediatas.
“A partir da entrega dos indicadores para subsidiar a decretação, estamos preparando o decreto de situação de emergência, que infelizmente é burocrático, até ter a resposta do governo federal, após passar, inclusive, pela Defesa Civil do Estado”, explicou Rodrigues, que lamenta ser esse um processo burocrático, que deverá levar em torno de 20 dias para obter uma resposta da União.
“Não é tão simples assim. Precisávamos dos impactos, números e percentuais de perda e financeiros. Existe uma grande responsabilidade dessa administração que não vai criar dados ou inventar procedimentos para acelerar o processo”, conclui.
Redator: Tradição Regional
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