Sexta, 12 de junho de 2026, 13:07h
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Entidades representativas da classe arrozeira participaram de uma sessão na Câmara de Vereadores
Mais de R$ 300 milhões são injetados anualmente na economia do município de Arroio Grande, fruto da produção de arroz. O setor é a principal mola propulsora que alavanca a economia local.
No entanto, não é de hoje que o setor arrozeiro passa por dificuldades em relação ao preço, políticas que não beneficiam a produção e a situação climática que afeta atualmente a Região sul com a falta de chuva, prejudicando de forma direta a irrigação das lavouras.
Diante disso, as entidades representativas da classe arrozeira, através do Sindicato dos Rural, Associação dos Arrozeiros e Instituto Rio-grandense do Arroz (IRGA), participaram da sessão ordinária na Câmara de Vereadores, na última segunda-feira (19).
Na ocasião, alguns dados foram repassados ao Legislativo Municipal. O presidente da Associação dos Arrozeiros, Élton Machado, destacou que entre 2016 e 2017 deixaram de circular R$ 45 milhões no município, tudo isso frente à desvalorização do produto. Porém, o impacto econômico foi menor, pois o Arroio Grande alcançou bons níveis de produção.
Os dados atuais mostram uma defasagem de mais de 30% no valor de venda, fazendo com que a luta pela valorização do produto seja motivo de reivindicação por parte da classe. "A nossa luta é pela valorização do produto", afirma Machado.
Em reunião realizada com os produtores, alguns pleitos foram encaminhados em termos de apoio político, dentre eles: valorização do produto, definição de um preço mínimo e que seja cumprida a instrução normativa para a efetivação dos descontos.
Outro fator que compromete a situação dos preços, é a entrada de arroz beneficiado direto do Paraguai, que acaba sendo comercializado livre de impostos, não atendendo o padrão de qualidade estipulado pela Anvisa.
Já o representante do IRGA, Edinei Botelho, atenta para um dado preocupante ao destacar que se observou uma queda de produtores na atividade, e por consequência, uma redução significativa de área plantada. No serviço de assistência técnica prestada pela entidade, existe uma preocupação pontual com o clima, já que com a estiagem e os dias com registro de baixas temperaturas dificultaram de maneira técnica a produção.
O Sindicato Rural tem se colocado a disposição dos pleitos envolvendo o assunto. O presidente do Sindicato Rural, Ladislau Silveira, reforça a preocupação com a situação climática e que Arroio Grande, representado por quase 200 produtores de Arroz, o reflexo dos baixos preços impacta de forma significativa o setor.
Por fim, os líderes das entidades representativas dos produtores, manifestaram aos vereadores o pedido para que levem o pleito até as classes políticas em nível de Estado e Federação, como forma de buscar uma solução urgente para a situação.
Redator: Tradição Regional
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