Sexta, 10 de julho de 2026, 19:31h
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Tereza Campello visitou as instalações da Ceasa (POA), na manhã desta sexta-feira (18/5), para conhecer como funciona o programa.
A experiência bem-sucedida do Banco de Alimentos da Ceasa/RS atraiu os olhares da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Tereza Campello, que visitou as instalações da Ceasa, em Porto Alegre, na manhã desta sexta-feira (18/5), para conhecer como funciona o programa. Acompanharam a visita: o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Ivar Pavan, o diretor técnico e presidente em exercício da Emater/RS, Gervásio Paulus, a representante da Casa Civil e coordenadora do RS Mais Igual, Márcia Bauer, e o presidente da Ceasa, Lotário José Vier, entre outros diretores e representantes de instituições parceiras, como o Gabinete do Governador e a Conab.
De acordo com a ministra, “é preciso inspiração e ousadia, estimulando a diversificação e induzindo o debate no fortalecimento da soberania e segurança alimentar”. Segundo Campello, o RS está na vanguarda da segurança alimentar e o Banco de Alimentos é um exemplo que funciona bem, “vim aqui pra me inspirar e ver como podemos avançar em nível nacional”, finalizou.
O Banco de Alimentos objetiva combater a fome e o desperdício de alimentos, no aproveitamento dos excedentes não comercializados de hortifrutigranjeiros da Ceasa/RS, ou através de doações de alimentos por parte de empresas, beneficiando famílias em vulnerabilidade social e insegurança alimentar, garantindo acesso ao alimento. “A Ceasa do RS tem potencial para o atendimento social dessas famílias excluídas”, destacou Vier, ao anunciar que a Ceasa repassa em torno de mil toneladas de alimentos por ano a quase 300 instituições, entre creches e asilos da Região Metropolitana de Porto Alegre, vinculadas à Secretaria Estadual do Trabalho e Ação Social. “Sabemos que esses produtos são nobres na redução da fome e temos consciência de que esse programa está inserido na lógica da segurança alimentar”, disse o presidente da Ceasa.
SOBERANIA ALIMENTAR E DESAFIOS
Para o secretário Pavan, o Banco de Alimentos é um instrumento importante para o desenvolvimento de políticas sociais no RS. “Estou convicto de que os programas sociais são mais efetivos quando há articulação e comprometimento entre os três níveis de governo”, afirmou, ao destacar “o importante papel da Emater e da Ceasa, que estão recebendo investimentos e sendo reestruturadas”. Pavan antecipou o projeto de soberania alimentar que a SDR tem para com o Estado, “de que produza todo o alimento consumido, e que o excedente abasteça outros mercados, em articulação com a Rede Brasil Rural*”. Segundo o secretário, no RS, proporcionalmente, há mais pobres no campo do que no meio urbano.
Para a ministra Tereza Campello, o grande mérito do programa Fome Zero foi lançar estratégias de segurança alimentar como direto, definindo políticas públicas de combate à pobreza, visando à erradicação da fome. “O então presidente Lula colocou a fome na pauta política e, por isso, conquistou mentes e corações pelo Brasil”, disse a ministra, ao declarar o tema como “superado, já que hoje, entre os debates, está o problema da obesidade e o necessário desenvolvimento de ações de redução das emissões de carbono”, exemplificou.
Ao analisar que a segurança alimentar se transformou numa política pública, como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), Campello antecipou a necessidade de se refletir sobre os desafios que estão colocados na pauta do governo, como o do abastecimento, que é insuficiente, do aumento da produção de alimentos pela agricultura familiar, e do fortalecimento da produção orgânica. Ao final do encontro, a ministra recebeu do diretor técnico operacional da Ceasa/RS, Gerson Madruga da Silva, cópia do Plano Estadual de Abastecimento e Segurança Alimentar, elaborado pela Ceasa, Emater/RS-Ascar e SDR, e que define a Ceasa do Futuro – Cidade do Abastecimento.
* A Rede Brasil Rural aproxima segmentos que fortalecem os arranjos produtivos da agricultura familiar brasileira. Por meio do portal, agricultores familiares de todo o Brasil, por meio de suas associações e cooperativas, negociam diretamente com fornecedores e empresas de transporte a compra e a entrega de insumos necessários para qualificar ainda mais a sua produção. www.redebrasilrural.mda.gov.br
Redator: Assessoria de Imprensa
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