Sexta, 12 de junho de 2026, 03:42h
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Tema relacionado ao lina foi debatido no Centro Cultural de Eventos Valdino Krause
Recentemente, no começo de março, devido à estiagem, problemas, como o Leite Instável Não Ácido (lina), estão surgindo por conta da falta de pastagens. Por conta disso, o tema foi debatido pela Embrapa, com o auxílio da Emater, através da extensionista Adriane Lobo, no Centro Cultural de Eventos Valdino Krause, com o apoio de Sergio Bender, da Embrapa, além da Secretaria de Desenvolvimento Rural e da Associação de Produtores Rurais.
A pesquisadora em qualidade do leite e lina, da Embrapa, Maira Zanela, falou sobre o teste do álcool, que faz a avaliação da qualidade do leite. Dando positivo, acarreta condenação do leite e, por vez, não é levado pelo transportador. Conforme Maira, são duas as situações que fazem com que o teste dê positivo: um leite ácido que pode ter deficiência na higiene ou no resfriamento, que azeda o leite, e, por outro lado, o leite instável não ácido, no caso do lina, que leva condenação do leite mesmo tendo higiene e resfriamento adequado.
Os fatores são ligados à parte nutricional do rebanho, na alimentação. Para evitar, deve-se ter uma pastagem qualificada com grande quantidade e animais com muito tempo de lactação - acima de 10 meses sem lactação podem começar a dar sinais de Lina. Por fim, animais que sofrem de estresse calórico não podem ficar em um piquete que não possua acesso à sombra e água, principalmente na época de verão.
O pesquisador da Embrapa, Jamir Silva da Silva, falou sobre a implantação, melhoramento e manejo de pastagens. No caso da estiagem, é fundamental o produtor ter um planejamento forrageiro na sua propriedade, além de conhecimento sobre espécies e armazenamento que cobrirá épocas do ano que possam sofrer essa intempérie do clima.
Com a aproximação do outono em campos nativos, conforme Silva, “podemos introduzir aveia, azevém e trevo sem lavrar estes locais, podendo ser usada a grade ou por plantio direto para não prejudicar este loco que está muito afetado pela estiagem”. Ele reforça que, para isso, são necessárias sementes de boa qualidade e que o solo tenha boa fertilidade.
Outra estratégia importante em períodos de seca é trabalhar com espécies perenes, como capim elefante kurumi, tanzânia, mombaça, gigs, tifton que não vão sentir tanto e que poderão ter ao longo do ano. Porém, não adianta ter uma forrageira adequada e sementes boas se o solo não é adequado. Por isso, deve-se usar esterco, calcário e adubo. Em alguns casos é preferível fazer áreas menores e bem feitas, que produzirá mais.
Ao comprar sementes, o produtor deve olhar antes a germinação e o peso. No caso de dúvida, o produtor poderá levar um técnico para oferecer a orientação para adquirir uma melhor semente. Por outro lado, o pesquisador reforça a importância de recuperar outras áreas da propriedade afetadas, visando a fertilidade do solo, que fará com que os produtores possam ter mais áreas para serem utilizadas com pastagens, o que culminará por aumentar a sua produção, no caso do leite, e evitar problemas como o lina.
Por fim, Adriane Lobo citou que um grupo de leiteiros está sendo criado no município e que se pretende realizar mensalmente reuniões técnicas que irão tratar de temas voltados a essa cadeia produtiva específica.
O próximo encontro terá foco sobre o tema “contagem bacteriana total e contagem das células somáticas”. O produtor deve entregar os dados de suas propriedades que envolvem este tema, na fatura do leite para a Emater, para ser dada uma avaliação no próximo dia de campo.
Redator: Tradição Regional
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