Sexta, 10 de julho de 2026, 18:50h
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Para a senadora, além de ser importante para o mundo, a agricultura brasileira tem tido papel relevante na economia do país
A senadora Ana Amélia (PP-RS) defendeu nesta segunda-feira (21) novas políticas do governo para a agricultura. Segundo ela, apesar dos problemas enfrentados pelos agricultores com o clima e com o endividamento, a produção tem espaço para crescer, mas, para isso, o governo precisa oferecer mais do que medidas de socorro imediato.
- É preciso uma política de prevenção, que seja de duração e de estabilidade para assegurar pelo menos a garantia da renda aos agricultores, através de mecanismos que, no plano da irrigação, sejam eficazes e eficientes. – afirmou a senadora.
Para Ana Amélia, além de ser importante para o mundo, a agricultura brasileira tem tido papel relevante na economia do país, em especial no processo atual de desindustrialização. A senadora disse considerar que o país só tem atingido saldo positivo nos negócios externos por causa do superávit do agronegócio, que garante 30 milhões de empregos no campo.
- Sem esses números, conquistados pela competência do setor do agronegócio, não teríamos registrado superávit, mas déficit.
Mobilização
A senadora também anunciou a realização do movimento de mobilização denominado “Te Mexe Produtor!”. A discussão está marcada para o dia 9 de junho, às 10 horas, na programação da Expocipó, no município de Capão do Cipó, na região Central. Entre os principais temas que serão debatidos estão o endividamento agrícola, as dificuldades na lavoura em virtude da seca e a ausência de um seguro agrícola.
A mobilização está sendo organizada pelos sindicatos rurais da região, sob a coordenação do presidente do Sindicato Rural de Santiago, Sandro Cardinal, com o apoio da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do RS, liderada pelo deputado Ernani Polo (PP), e da Aprosoja/RS, presidida pelo prefeito de Tapera, Irineu Orth.
Cerca de sete mil produtores de mais de 100 municípios gaúchos são esperados no movimento. Segundo dados do Sindicato Rural de Santiago, as perdas na lavoura para os municípios das regiões Central, Noroeste e Missões, em virtude da seca, chegam a 85% na soja e 90% no milho.
Redator: Assessoria de Imprensa
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