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11-05-2018

Especial JTR: Emater incentiva produtores a legalizar as agroindústrias em Morro Redondo


Foto: Renata Ulguim/ JTR Equipe da Emater, o chefe do escritório Evaldo Alberto da Silva Voss, o extencionista rural, Celomar Hugo Mauch e a Administradora Heloiza Helena Picanço dos Santos

Em 2018, a Emater-RS/Ascar de Morro Redondo conquistou avanços positivos para a cidade, estando em destaque o primeiro concurso do mel. A atividade foi resgatada pela médica veterinária Adriane Lobo Costa, que, após assumir o cargo, constituiu um grupo de apicultores para dar continuidade a esse projeto. 


A festa de 30 anos do município será o momento da apresentação da potencialidade da produção desse mel para toda a comunidade que estiver presente no evento. Além disso, o mel local foi classificado como um dos melhores em questão de qualidade, no concurso regional. 



Segundo o chefe do escritório, Evaldo Alberto da Silva Voss, o gado Jersey é outro setor muito importante, que inclusive terá uma amostra na festa. O leite produzido por ele apresenta uma característica muito interessante, sendo rico em sódio, o que interfere positivamente nos produtos que serão produzidos, priorizando o paladar e a qualidade. “Está sendo realizado um resgate dessa cultura para que, aos poucos, a comunidade identifique que o Jersey, além de ter uma potencialidade regional, tem também municipal”, diz. 


No final do ano passado foi realizada, no mês de novembro, a festa do pêssego, que, sem dúvidas, é um produto extremamente importante no município tanto pela questão da produção quanto da transformação via indústria, que conforme Voss, foi um “momento interessante para que as pessoas percebessem que temos que valorizar o que é local”. 


Uma das atividades que está sendo desenvolvida neste ano é a viabilização das agroindústrias familiares. A primeira a ser viabilizada com a marca registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), com o apoio efetivo da Emater, foi a João de Barro com a produção de doces. “Acompanhamos os números efetivos do rendimento, e conseguimos perceber a evolução que ocorreu e que vem acontecendo no crescimento da marca. Eles já participaram da Fenadoce para divulgar os produtos, e foi bem interessante”, salienta o chefe do escritório. 


Outra agroindústria que foi registrada pelo INPI é a do professor Renato da Conceição Almeida, a qual é muito relevante em questão abrangência do produto. Ela foi totalmente financiada pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e tem previsão para iniciar a funcionar na próxima safra, pois está em fase de instalação de equipamentos, que são de alto nível de qualidade. 


Segundo o extencionista rural, Celomar Hugo Mauch, o produtor está muito estimulado em produzir, sonhando em expandir o empreendimento. “Além disso, o pensamento está voltado também para a utilização de produtos de terceiros, da vizinhança, pois muita gente leva seus produtos para a feira e não consegue vender todos e a ideia é que se aconteça o aproveitamento desses produtos de qualidade”, afirma. 


Entre as agroindústrias se incluí os Vinhos Nardello. Todo o processo de legalização da vinícola foi realizado junto com a Emater, como também os projetos de custeio e acompanhamento técnico do pomar. 


O principal objetivo da Emater é que o município tenha desenvolvimento com a geração de renda e emprego. “É muito mais sustentável, ter pequenas iniciativas que se agrupam, buscando alternativas para melhorias e evolução de todo o município. Sendo necessário que se tenha um pensamento sustentável e para isso, é preciso desenvolver de dentro para fora, pensando no ponto de vista estratégico, econômico e financeiro”, ressalta Mauch.


A Emater é uma estrutura municipal, mas também regional, e de acordo com o chefe do escritório, “temos produtores que abastecem os estabelecimentos aqui da região e estamos em um trabalho de incentivo para que seja feita a legalização, e, assim, poderem fornecer para outras cidades”. 


O município está passando pela mudança de perfil. Antes era caracterizado em produtores leiteiros, hoje passou a ter um apanhado maior em gado de porte, por exemplo. Questões essas que mudam, conforme a necessidade do local.


Com as alterações de clima cada vez mais intensas, a irrigação é um investimento o qual tem que se pensar em realizar. O Pronaf é um programa o qual é possível para fazer investimentos desse tipo. 


Conforme Voss, há novas possibilidades aparecendo e estão sendo produzidos trabalhos para evoluir essa diversificação que existe em na cidade. “Nossa grande riqueza é a mão de obra. Temos que pensar em atividades, que tenha uma agregação de renda relativamente boa pensando no tamanho da área disponível para a plantação” diz.


Um dos avanços de Morro Redondo, e que proporcionou visibilidade para a cidade, foi à comunidade Quilombola. A infraestrutura das agrovilas, com sede social, 57 casas, com condições de qualidade, é referência para o Estado. “Uma estrutura que se conseguiu oportunizar para esse público que sempre existiu no nosso município” finaliza Voss. 


 


Redator: Tradição Regional



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