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08-06-2018

Especial JTR: Agricultura familiar faz sucesso na Feira do doce


Foto: JTR Presente pelo terceiro ano consecutivo, a Cooperativa Sul Leite está na Fenadoce e conta com novidades

Os produtos da agricultura familiar conquistaram seu espaço junto aos visitantes da Feira Nacional do Doce (Fenadoce). Em sua quarta edição, a Feira da Agricultura Familiar cresceu 40% em relação ao ano anterior e trouxe para o pavilhão, 62 expositores de 40 municípios do Estado. Em 2017, foram 51 estandes e 35 municípios representados. O volume de vendas chegou a R$ 450 mil. A feira é uma ação do programa Sabor Gaúcho para divulgação da agricultura familiar e é organizada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural, com o apoio de entidades como Emater, Embrapa, Prefeitura de Pelotas, Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf).


De acordo com o representante da Emater na coordenação da Feira, Renato Cougo, são comercializados desde embutidos, produtos lácteos, erva mate, conservas vegetais, mel, sucos, vinhos, cachaça, artesanato e artigos de quase todos os segmentos, o que demonstra a diversificação dos sistemas produtivos. Ele destaca a qualidade dos produtos e também a oportunidade de convívio com as pessoas que visitam a Fenadoce, proporcionando o contato direto entre produtor e consumidor. “Aqui se pode observar além da questão cultural e social, a importância desses agricultores na produção de alimentos. Trata-se de um espaço de troca de experiências entre agricultores e comunidade urbana”, diz.



A Feira também atrai agroindústrias de produtos alimentícios e de artesanato rural, produzidos a partir de materiais encontrados na propriedade como bambu, porongos, lã, madeira, entre outros. Outra peculiaridade é a oferta de frutas e hortaliças, produtos in natura e orgânicos, oferecidos por cooperativas agroecológicas, mostrando a preocupação da produção primária com a saúde e a segurança alimentar. O pavilhão também abre espaço à floricultura, feita exclusivamente por agricultores familiares.


Confira alguns expositores que estão no pavilhão da Feira da Agricultura Familiar. 


Cooperativa Sul Leite apresenta novidades


A Cooperativa Sul Leite, de Santa Vitória do Palmar, está presente pelo terceiro ano consecutivo. Depois de lançar oficialmente seu doce de leite na Fenadoce de 2016, neste ano, a cooperativa está com novidades: a conquista do Certificado de Inspeção Estadual de Produtos de Origem Animal (Cispoa) e certificação Sabor Gaúcho, o que possibilita a comercialização do produto em todo o Estado. 


Com apresentação em vidros de 700 e 300 gramas e baldes com 4 quilos, hoje, o produto já é distribuído em Porto Alegre e região metropolitana, tendo a intenção de colocar o produto em todo o Rio Grande do Sul. De acordo com a representante comercial da cooperativa, Dulce Bueno, em Pelotas o produto pode ser encontrado na Banca 78 do Mercado Público, Casa Bender, Genovese Vinhos, Armazém Maciel, Armazém Colônia, Padarias A Popular, Brasil e Pane Mio, Rudi Bonow, Posto São José e Abastecedora JK. “Estamos em tratativas com o grupo Guanabara e nossos produtos são utilizados como matéria-prima por estabelecimentos como Doceria Márcia Aquino, Brownie do Bira, Pizzaria Del Pátio, Bolo das Fadas e uma série de outros”, ressalta. Ela destaca, ainda, a participação em feiras como Expointer, Expodireto, Expoagro Afubra e expofeiras agropecuárias regionais como Pelotas, Rio Grande, Arroio Grande e outras.


A Cooperativa Sul Leite tem 21 anos de atividades e possui 47 produtores na ativa com a entrega (antes da greve) de 22 mil litros diários. Parte desta produção é destinada à produção do doce de leite e outra parte é entregue às cooperativas Cosulati, no Capão do Leão, e Pomerano, em São Lourenço do Sul.


Agroindústria Couzenn registra dificuldades de abastecimento na arrancada


Presente na Fenadoce pelo terceiro ano consecutivo, a Agroindústria Couzenn, especializada na fabricação de embutidos, de Arroio do Padre, registrou dificuldades de abastecimento, tanto de matéria-prima quanto de insumos, nos primeiros dias da Feira, em virtude da paralisação dos caminhoneiros. De acordo com a diretora industrial, Tatiana Couzenn, a expectativa era de que a partir de terça-feira (5) a situação estivesse normalizada. “Temos um estoque direcionado à Fenadoce e já contactamos fornecedores de matéria-prima para iniciar uma nova produção”, diz. Segundo ela, a fábrica foi iniciada a partir da participação na Feira do doce. “Passamos o ano inteiro esperando pela Fenadoce”, diz.


A agroindústria, considerada modelo para o Cispoa na região Sul do RS, atua na fabricação de embutidos de suínos, bovinos e mistos. “Nossos produtos estão entre os melhores do Estado em produção artesanal, tais como salsichão suíno e misto, linguiça colonial defumada e linguicinha fina e campeira”. 


De acordo com Tatiana, os produtos estão presentes em todos os bairros de Pelotas, em mercados e padarias, além de municípios como Camaquã, São Lourenço do Sul, Turuçu, Arroio do Padre, Canguçu, Morro Redondo e Piratini. Em Pelotas, no Centro, é possível encontrar os produtos no Mercado Público, nas bancas 70 e 74, Armazém Maciel, Supermercado Dimonz, Padaria Nova Estoril e Mercado Modelo.


Vinícola Nardello faz sua estreia na Fenadoce


Com o objetivo de divulgar a marca e seus produtos, a Vinícola Nardello, de Morro Redondo, participa pela primeira vez da Fenadoce. Com mais de 30 anos de atividades, a vinícola possui registro no Ministério da Agricultura para a produção de vinho colonial. “Temos uma produção anual de 20 mil litros, tendo como base uvas Bordô e Niágara, todas cultivadas na propriedade”, explica o proprietário Laudelino Nardello. Segundo ele, toda a produção é direcionada para venda na propriedade. “A Fenadoce servirá como uma vitrine para os nossos produtos e serviços”.


Integrante do roteiro Morro de Amores por Morro Redondo, a propriedade atende grupos de excursões e particulares com agendamento. “Na visitação com compra de produtos, não cobramos ingresso”, ressalta. 


O local está aberto diariamente para visitação em dias de semana, sábados, domingos e feriados. “Possuímos uma área de lazer com brinquedos para grupos com crianças”, finaliza.


Doces e Conservas João de Barro oferece produtos artesanais e sem conservantes


O casal David Armendaris e Maria Elena Nieves Armendaris está presente na Fenadoce pelo terceiro ano consecutivo com suas geleias, chimias e compotas artesanais da marca João de Barro. Com agroindústria localizada na Colônia São Domingos, VRS-802, quilômetro seis, rodovia de acesso a Morro Redondo, eles se orgulham por ter um processo totalmente caseiro e artesanal. “A maior parte da matéria-prima utilizada em nossos produtos é orgânica e sem a adição de conservantes”, garante Maria Elena, a responsável por todo o processo.


Conforme ela, a agroindústria surgiu por acaso e a marca João de Barro, registrada há mais ou menos quatro anos, foi resultado de um momento de inspiração, após o avistamento por reiteradas vezes do pássaro João de Barro, na propriedade. “Em um ano, tivemos uma excelente colheita de goiabas na propriedade e para que não estragassem, resolvemos transformar aquelas frutas em doces, que usamos para presentear amigos e familiares”. De acordo com Maria Elena, o resultado foi tão positivo que as encomendas começaram e a diversificação também foi resultado da preferência dos clientes. 


Entre os produtos transformados em doces estão abóbora, batata doce, pêssego, goiaba, figo, uva, entre outros. A agroindústria João de Barro também integra o roteiro Morro de Amores.


 

Redator: Tradição Regional



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