Sexta, 10 de julho de 2026, 17:07h
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Cada vez que alguém tentava retirar o dinheiro investido Paulo incentivava a realizar mais depósitos para que o valor dos juros aumentasse
Conhecido como o maior golpe de estelionato da região, o caso da empresa Credisul Crédito, Cobranças e Representações LTDA, de Paulo Tessmann, causou prejuízos imensuráveis para a região sul do estado. O golpista se dizia associado ao Banco BMG e recebia diversas quantias em dinheiro com a promessa de oferecer os melhores juros mensais para rendimento.
A financeira oferecia juros de 3,5 % a 4% ao mês de rendimento, segundo testemunhos, Tessmann falava das vantagens de deixar o dinheiro guardado e receber a vantajosa quantia de juros. Cada vez que alguém tentava retirar o dinheiro investido Paulo incentivava a realizar mais depósitos para que o valor dos juros aumentasse. Cada depósito, na maioria em dinheiro vivo, gerava uma nova duplicata com novos juros.
Pessoas simples, grande maioria pequenos produtores rurais confiavam seus bens a uma pessoa aparentemente confiável, de origem local. A empresa funcionava em Pelotas, Rua Princesa Isabel, 201, desde 2002 e já em 2007 começou a causar incertezas, encerrou as atividades e deixou para trás clientes com notas promissórias de diversos valores.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pelotas, Nilson, indica aos prejudicados que procurem o sindicato para apresentar suas notas promissórias do Credisul com urgência, pois o grupo possui setor jurídico e advogado especializado neste caso. Muito produtores não tiveram conhecimento de que podem recorrer ao BMG, através de processo jurídico, para ressarcimento dos valores perdidos. Somente no sindicato são 300 famílias prejudicadas pelo golpe e Nilson acredita haver muitos outros anônimos ou com advogado particular.
O prejuízo é imensurável, mas pode-se presumir cerca de R$ 50 milhões, além dos casos conhecidos de depressão e suicídio na zona rural. “Foi um prejuízo no interior dos municípios bem maior que uma seca” finaliza o presidente do sindicato.
Direito de ressarcimento pelo BMG
A boa notícia para estas pessoas é que, recentemente, em julgamento realizado no dia 13 de abril, o colegiado das Turmas Recursais do TJ-RS decidiu, por oito votos a favor e dois contra, que o banco BMG tem responsabilidade sobre as negociações feitas pela financeira de Tessmann e, portanto, pode ser responsabilizado pelo pagamento de notas promissórias emitidas pela Credisul. A decisão é válida para as ações ajuizadas no Juizado Especial Cível, conhecido como Pequenas Causas, cujo valor máximo é de 40 salários mínimos (R$ 24.800,00). É importante salientar: pessoas lesadas que ainda não deram entrada no processo precisam agilizar a documentação. À grande maioria, o prazo de ingresso dos casos encerra em 2012 e 2013, por ter 5 anos de validade a partir da emissão da nota promissória.
Redator: Assessoria de Imprensa
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