Segunda, 08 de junho de 2026, 19:18h
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No município, são 250 hectares e a meta a curto-médio prazo é plantar em novas áreas e alcançar 300 hectares
*Com informações da Assessoria de Imprensa
A Verde Louro Azeites vem se destacando pela qualidade na produção e consequentemente, pelo reconhecimento internacional. É na Fazenda Mato Grande, na Coxilha dos Cunha, há 36 quilômetros da cidade, quase na divisa de Canguçu com Piratini, que há anos crescem sob o sol dos pampas oliveiras de um tipo especial, que se adaptaram ao clima do sul do estado. Os azeites produzidos a partir delas têm ganhado o gosto da comunidade e chamado atenção em países europeus.
As mudas foram plantadas seguindo critérios técnicos e seu crescimento é acompanhado por profissionais especializados.
Segundo o engenheiro agrônomo Samuel Welter, a região é privilegiada pelo clima subtropical e com os baixos níveis de chuva durante o ano, combinados às propriedades especiais do solo, tornaram o local ideal para o plantio de oliveiras de elevada qualidade.
“Oliveira hoje no estado, ainda, é uma novidade. No início foi mais complicado, porque é um solo totalmente diferente de onde é originária: da costa do Mar Mediterrâneo, ao lado do oriente médio, uma região seca com solos arenosos. No Rio Grande do Sul, o solo é mais úmido. Hoje, está mais definido o caminho da produção, mas segue sendo um desafio diariamente”, afirma Welter.
Para garantir um sabor único e tradicional, a colheita é feita ainda precoce, tradicionalmente entre os meses de fevereiro e março, conservando as propriedades verdes da azeitona que são produzidas em mais aroma e sabor.
As variedades das azeitonas dão nome e identidade às linhas de azeites: Arbequina, com um sabor suave, amanteigado e levemente picante indicado para molhos, saladas e acompanhando pães; Arbosana, com leve intensidade de amargo e picante, indicado para massas, carpaccio, saladas de folhas amargas; e Koroneiki, com um sabor mais intenso e diferenciado, indicado para saladas amargas e peixes.
Além deles, há o Blend Edição Limitada que é composto por uma combinação de variedades dos três tipos de azeitonas.
Na fazenda, onde se encontra o primeiro pomar do município, a atividade abrange desde a plantação até a extração e produção. Segundo o engenheiro agrônomo, o trabalho começa com a seleção do projeto, a definição do espaçamento, passa para o preparo do solo, depois vem o plantio e o pós-plantio, onde entra o cuidado com a muda.
Após a colheita, as azeitonas passam por um processo onde são limpas, lavadas e pesadas. A elaboração do azeite extravirgem é feita por extração a frio, onde não há mais prensagem da massa da azeitona, mas sim batido e centrifugado com tempo e temperatura controlados para retenção de aromas. Segundo Welter, só o que é feito fora é a garrafa, que vem de São Paula ou da Itália.
“Há cerca de oito anos a matriz comprou este espaço para o pomar. Quando a fazenda começou, eram cerca de 500 hectares no estado. Hoje são cerca de 4 mil. Só em Canguçu são 250 hectares e nossa meta a curto-médio prazo é plantar em novas áreas e alcançar 300 hectares”.
Além da fazenda, o engenheiro apontou para outros pomares, como na divisa com o município de Encruzilhada do Sul, Camaquã, perto da Vila Silva e na Trapeira, em Canguçu.
Para Welter, a comunidade recebeu muito bem o produto. A distribuição é a nível nacional mas Canguçu fica em terceiro colocado nas vendas. “A gente presa sempre pela qualidade do produto, dentro da realidade brasileira”.
Premiações no exterior
De acordo com o engenheiro, a Verde Louro foi a primeira marca brasileira a ganhar uma medalha de ouro em concursos internacionais. Em abril deste ano, a Verde Louro Azeites participou do Concurso Internacional de Azeites do Japão - Olive Japan, a maior competição de azeites da Ásia e Oceania. A marca ganhou a medalha de prata nos azeites Arbequina e Koroneiki, safra 2018.
O azeite Arbequina também foi premiado em mais um concurso internacional. Desta vez foi no Prêmio New York International Olive Oil Competition. “Todas as nossas linhas já foram premiadas. Participamos de quatro concursos e fomos premiados em todos, com duas medalhas de prata e uma de ouro em concursos na Itália, Japão e Estados Unidos”.
Conforme Welter, “Hoje, a nossa principal contribuição para o município não é na arrecadação ou oferta de empregos, mas a divulgação de Canguçu. Talvez daqui a cinco anos mais pessoas venham ao município para conhecer o que é o azeite”, finaliza.
Redator: Tradição Regional
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