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A produção total do Rio Grande do Sul na safra 2017/2018 foi de 8.474.392 toneladas
Os produtores de arroz da Zona Sul do estado se preparam para o início do plantio da nova safra 2018/2019, no mês de setembro. O arroz, um dos principais produtos agrícolas da região, está presente em 12 municípios de abrangência da Coordenadoria Regional da Zona Sul do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). São eles: Pelotas, Rio Grande, Capão do Leão, Turuçu, Santa Vitória do Palmar, Chuí, Arroio Grande, Jaguarão, Herval, Pedras Altas, Cerrito e Pedro Osório. Anualmente, os produtores celebram o início da colheita, no mês de fevereiro. Para a safra 2018/2019, o evento da 29ª Abertura da Colheita irá ocorrer em Pelotas, nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro de 2019, em uma parceria entre Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Embrapa e Federação das Associações de Arrozeiros (Federarroz).
A produção total do Estado na safra 2017/2018 foi de 8.474.392 toneladas. Segundo o gerente regional Zona Sul do Irga, André Matos, a região colheu 1,419 milhão de toneladas do cereal, um pouco abaixo do ano anterior, quando foram colhidos 1,557 milhão de toneladas, redução de 9,5%. A produtividade também caiu um pouco este ano e foi 3,7% menor em relação ao ano passado. Entre os municípios com os maiores rendimentos, Rio Grande ponteou a Zona Sul com uma produtividade de 9.380 quilos por hectare, seguido por Capão do Leão, 9.215 quilos por hectare e Pelotas, 8.775 quilos por hectare. A média da Zona Sul ficou em 8,2 mil quilos por hectare e no Estado, de 7.949 quilos por hectare.
Nas demais regiões arrozeiras do Estado, a Fronteira Oeste foi a que mais produziu, com 8.661 quilos por hectare. Na Campanha, a produtividade foi de 7.857 quilos por hectare; na Região Central, 7.740 quilos por hectare; na Planície Costeira Interna, 7.354 quilos por hectare e Planície Costeira Externa, 6.987 quilos por hectare.
Para este ano, o levantamento sobre a intenção de plantio ainda não havia sido finalizado, mas o técnico ressalta que há uma tendência de ligeira redução na área de arroz e expectativa de aumento na área plantada com soja. “Também não temos ainda o total da área com preparo antecipado, mas sabemos que será menor do que o ano passado”, garante Matos.
No planejamento da lavoura, o preparo antecipado do solo é uma ferramenta fundamental, principalmente porque na primavera as chuvas, normalmente, são mais frequentes e volumosas, podendo dificultar a realização do preparo do solo no momento adequado. O preparo antecipado permite aos produtores se concentrar na operação de semeadura que, associada à utilização de equipamentos de maior capacidade de semeadura diária, podem agilizar a realização deste processo.
Quanto à época de semeadura, apenas 7% das lavouras do Estado haviam sido semeadas na primeira semana de outubro. Na Zona Sul, 41,8% das lavouras foram finalizadas na época preferencial, até o final do mês de outubro. Nas demais, nem sequer haviam iniciado o plantio neste período. Na sua análise, a última safra não foi boa, houve depressão nos preços pagos ao produtor, que ficaram em patamares próximos a R$ 30. “O aumento de custo reflete diretamente no preparo antecipado, pois o produtor teve janela climática, mas não teve capital para investir”, destaca.
Outro fator que atrapalhou foi o crescimento da ocorrência de plantas daninhas resistentes, que invadem as áreas de arroz e aumentam os custos. Um fator positivo diz respeito à soja em rotação que vem crescendo em importância apesar do desempenho menor em relação ao ano passado. “A rotação de culturas é cada vez mais determinante para se obter melhores produtividades”, acrescenta.
Em todo o estado, a colheita foi efetivamente efetuada em 1.066.109 hectares, que resultaram na produção total de 8.474.392 toneladas. A área total semeada foi de 1.077.959 hectares, sendo perdidas ou abandonadas por ocorrência de granizo, problemas de irrigação e outros fatores, um total de 11.850 hectares. Destacam-se como as maiores produtoras as regiões da Fronteira Oeste e Zona Sul, tanto pelas maiores áreas, quanto pelas produtividades obtidas.
Redator: Tradição Regional
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