Domingo, 07 de junho de 2026, 10:10h
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*Com informações da Assessoria de Imprensa
Integrando a programação da Expofeira de São Lourenço do Sul, a raça Crioula continua ganhando destaque no evento. As atividades são organizadas pelo Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos de São Lourenço do Sul (NCCCSLS) e, nesta edição, conta com concentração de machos, paleteada e credenciadora mista.
A programação iniciou na última quinta-feira (27), com a concentração de machos, com o técnico Luciano Passos, sendo essa mais uma atração para o público que prestigia o evento.
Hoje (28) será realizada, a partir das 12h, a admissão da Credenciadora, e às 14h, julgamento morfológico da Credenciadora mista. De acordo com o presidente do NCCCSLS, João Alberto Filho, a Credenciadora normalmente é realizada entre os meses de fevereiro e março, porém será realizada na exposição para compor a programação de 40 anos da Expofeira, auxiliando, também, o Sindicato Rural de São Lourenço do Sul.
No sábado (29), as atividades terão início às 8h, e no domingo (30), também às 8h, começará a fase final da Credenciadora mista, com entrega de prêmios prevista para as 12h30. Os jurados são Lúcio Fontoura, Lúcio Stacowski e Manoel Braz Gonçalves. No decorrer da Feira, o Núcleo também estará dando orientações e informações aos criadores e interessados pela raça.
Campeonato Nacional de Paleteadas
A paleteada é uma das provas de campo mais conhecidas no Brasil, realizada em dupla e testa a habilidade dos cavaleiros com o gado, além de avaliar a força, rusticidade e submissão do cavalo Crioulo.
Conforme o presidente do NCCCSLS, a expectativa é boa em relação à etapa do Campeonato Nacional de Paleteadas, devido à procura de interessados pela competição, que acontecerá no domingo (30), às 14h30.
A história da raça
Segundo a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), a origem do cavalo Crioulo se deu nos equinos Andaluz e Jacas espanhóis, trazidos no século XVI pelos colonizadores.
Estabelecidos principalmente em países da América do Sul, como Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Peru e sul do Brasil, muitos desses animais passaram a formar manadas selvagens e a viver livres. Eles enfrentaram temperaturas extremas e condições adversas de alimentação e, consequentemente, essas adversidades resultaram em algumas das características mais marcantes da raça: rusticidade e resistência.
No início do século XX, iniciativas foram tomadas com objetivo de preservar e difundir a raça, fazendo com que o cavalo Crioulo ganhasse espaço e notoriedade. Destaca-se a fundação da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), em 1932, criadora da prova Freio de Ouro. A competição é considerada uma importante ferramenta de seleção, uma vez que impulsiona o desenvolvimento da raça, tanto morfológica quanto funcionalmente.
Já o número de eventos envolvendo a raça tem crescido a cada ano. Em 2017, por exemplo, foram 1.063 registros entre provas e exposições organizadas pela ABCCC. Os Núcleos de Criadores da raça nas mais diversas modalidades que envolvem o cavalo Crioulo realizaram 925 disputas no ano de 2016, de acordo com os números divulgados pela entidade. O número de animais participantes também aumentou, passando de 19.405, em 2016, para 23.025, em 2017.
Redator: Tradição Regional
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