Domingo, 07 de junho de 2026, 10:10h
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Professor da UFSM e coordenador da Equipe SimulArroz Região Central, Alencar Junior Zanon, em evento
A Zona Sul do estado dá a largada, a partir do mês de setembro, para o plantio da safra 2018/2019 da soja, que neste ano, tem uma expectativa de ocupar área em rotação com o arroz, de 69.886 hectares na região, incremento de 11,2% em relação ao ano passado, quando foram plantados 62.811 hectares e se obteve uma produtividade média de 41,2 sacos por hectare (2.472 quilos). Em todo o Rio Grande do Sul, a soja em rotação com o arroz atingiu no ano passado, 297.804 hectares, obtendo uma produtividade média de 40,6 sacos (2.436 quilos).
Os produtores de Pelotas devem plantar 16.899 hectares com a oleaginosa; Arroio Grande, 15.702 hectares; Santa Vitória do Palmar, 18.959 hectares; Jaguarão, 10 mil hectares; e Rio Grande, 8.326 hectares. No total, os produtores da região plantam 49 variedades, dentre elas, cinco dominam a região com 71,8% da área. São elas, Valente (21,3% da área), TECIrga 6070 (14,3%), NA5909 (13,2%), DM 5958 (13%) e Garra (10,2%). São utilizadas ainda, DM 61i59, NS5959, BMXPonta, Syn1561, N6700 3m com 10,8% da área e outras 39, ocupam 17,3% da área.
Os números são do engenheiro agrônomo e coordenador regional do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga/Zona Sul), André Matos, apresentados durante a Primeira Noite SimulArroz Zona Sul, realizada, no dia 3 de setembro, em Pelotas, pela Equipe SimulArroz, em parceria com o Irga Zona Sul e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e apoio das Equipes SimulArroz da Região Central e Fronteira Oeste, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Universidade Federal do Pampa (Unipampa), de Itaqui. A equipe SimulArroz é um grupo multidisciplinar de pesquisa e extensão em arroz e soja que pensa a agricultura como um sistema. É composta por professores e estudantes de graduação e de pós-graduação da UFSM e outras instituições como Irga, UFPel, Unipampa, Emater, Embrapa.
Segundo Matos, a soja em rotação com o arroz é uma grande oportunidade para o controle de invasoras, especialmente o arroz vermelho. “Encorajamos os produtores a insistir na soja em rotação com o arroz e hoje das 415 propriedades arrozeiras da Zona Sul, 174 têm soja no sistema em rotação com arroz, crescimento de 38% para 41,9% na última safra”, destaca. Para a safra 2018/2019, a projeção é de 46%.
Entre outras vantagens da utilização da oleaginosa em rotação com o arroz, está a fixação de nitrogênio no solo e um mercado estável e com liquidez. Além disso, a soja apresenta baixo custo de produção quando comparado ao arroz. O agrônomo ressalta, ainda, que mesmo em terras baixas, se perde soja por déficit hídrico e por isso, recomenda a drenagem adequada, a fim de adaptar o solo arrozeiro à soja. Outra recomendação é a escolha de cultivar mais adaptada a solos encharcados.
O professor da UFSM e coordenador da Equipe SimulArroz Região Central, Alencar Junior Zanon, falou sobre a Ecofisiologia da Soja para Altas Produtividades.
O assunto é tema de livro, resultado de oito anos de pesquisas e mais de 400 experimentos conduzidos em lavouras comerciais de soja, em terras altas e baixas, e abordadas formas de superar lacunas de produtividade.
Zanon afirma ser possível chegar, na Zona Sul, ao mesmo potencial produtivo obtido, por exemplo, no município de Pontão, no Mato Grosso, de 120/130 sacas de soja por hectare. “O principal insumo para altas produtividades é o conhecimento”, destaca.
Entre os fatores de construção da produtividade ele cita a escolha de cultivar apropriada, ambiente, manejo, época e densidade de semeadura, tolerância ao excesso hídrico, entre outras.
Outro aspecto abordado por Zanon diz respeito à época de semeadura da soja no Rio Grande do Sul, que de acordo com os estudos, fica entre o final do mês de setembro e início de novembro. “É preciso aproveitar as condições climáticas ideais e para que isso ocorra, devemos pensar a semeadura de forma que o período de florescimento e enchimento de grãos coincidam com maiores comprimentos do dia e maior disponibilidade de radiação solar, desde que não faltem nutrientes e água”, ressalta.
O livro, que já teve mais de 2,3 mil exemplares entregues, pode ser adquirido com os integrantes da equipe SimulArroz. Os contatos podem ser feitos pelo Facebook, Twitter ou Instagram (@simularroz).
Redator: Tradição Regional
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