Domingo, 07 de junho de 2026, 06:00h
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A Conferência das Partes (COP) da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (CQCT), que é promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), finalmente cedeu, após oito edições. Pela primeira vez, desde o início do evento - há dezesseis anos -, foi realizada uma aproximação, entre a delegação do Brasil no evento e a cadeia produtiva do tabaco. Na comitiva, estava o prefeito de São Lourenço do Sul, Rudinei Härter, vice-presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco).
A comitiva de líderes da cadeia produtiva foi recebida três vezes pela embaixadora e líder da Missão Brasileira, Maria Nazareth Farani Azevedo. “Nessas reuniões houve a participação de vários ministérios e instituições, todos demonstrando muito interesse no tema. Fiz a fala sobre preocupação com o contrabando que prejudica toda cadeia produtiva: municípios, Estado e União, que deixam de arrecadar impostos e, consequentemente, deixam de gerar emprego. Grande parte desse contrabando vem do Paraguai, onde o imposto é de 14% a 16 % e aqui no Brasil é 80%. Todos concordam que tem que haver o combate a esse contrabando, que chega próximo a 50% do mercado brasileiro”, conta o prefeito.
Questões sobre a saúde e a diversificação de culturas nas propriedades rurais também foram debatidas, assim como propostas relacionadas a estes temas que tramitam no Congresso Nacional e geram dúvidas aos gestores municipais e às instituições que defendem a produção de tabaco, tão importante à economia. “Falei também que mesmo diversificando as atividades, teremos o abandono da agricultura, pois o que gera lucro é a atividade fumageira e nossos municípios já são bem diversificados. De certa forma, tivemos muitos avanços, mas ainda com incertezas em relação ao comportamento do Brasil sobre as decisões que tomará referente ao tema. Mas ficamos de manter um bom diálogo”, detalha Härter.
Os encontros tiveram participação, além da embaixadora, de vários ministérios: da Agricultura, Desenvolvimento Agrário, Saúde, da Justiça, Casa Civil, além da Receita Federal e Embrapa. O prefeito representou a Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), junto de comitiva da instituição. O Sinditabaco, Federação dos Trabalhadores de Santa Catarina, Federação dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Bahia, Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Câmara Setorial do Tabaco e Bifumo também estiveram representadas nos encontros, na missão brasileira.
Redator: Tradição Regional
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