Domingo, 07 de junho de 2026, 03:19h
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Médico veterinário do escritório local da Emater, Hector Diaz, e produtor Aldo Germano Roll, falam sobre a raça Jersey
Um dos pontos altos da festa é, sem dúvida, a exposição de animais rústicos da raça Jersey, quando desfilam para premiação, exemplares de cinco categorias: vacas em lactação, vaca seca, novilha, terneira maior e terneira menor. Cada produtor pode participar com até dois animais por categoria. Para esta edição, participam 52 animais de 13 produtores.
A entrada dos animais para Concurso Leiteiro ocorre nesta sexta-feira (19), às 16h, e a esgota, está prevista para as 18h. com segunda ordenha no sábado (20), às 18h. O julgamento inicia às 15h, e estará a cargo da médica veterinária de Pelotas, Lilian Müller. A entrega de prêmios ocorre junto com a abertura oficial, na noite de sábado (20), às 20h.
Durante a cerimônia, será entregue pela Câmara de Vereadores, o Mérito de Reconhecimento na Produção Leiteira à produtora Sueli Milech. Segundo o prefeito, a Câmara é também uma grande apoiadora do evento e aprovou por unanimidade a lei que instituiu o Mérito.
À frente da organização da Mostra está a Emater, que não mede esforços e está ao lado do produtor durante o ano inteiro, oferecendo a assistência técnica à atividade. Conforme o médico veterinário do escritório local da Emater, Hector Diaz, o município já teve 350 produtores leiteiros e hoje são 140. Dos sete mil animais do rebanho, o maior do Brasil, quatro mil vacas estão em produção, responsáveis pelo total de nove milhões de litros de leite ao ano.
Na sua análise este foi um ano difícil para a produção leiteira. Seca no verão, dificuldade na produção de pastagem no inverno por causa do clima chuvoso, frio excessivo para o gado somados aos altos custos de produção do milho, concentrado e farelo de soja, preço base de remuneração muito baixo, entre R$ 0,72 e R$ 0,90, completaram o cenário do dia a dia enfrentado pelo produtor. “Para ter competitividade, o produtor tem que trabalhar com custo de produção abaixo de 50%”, afirma. Segundo ele, no mês de novembro, os custos chegaram a 90%. “Houve produtor que entregou sete mil litros e obteve um lucro de R$ 1 mil”, complementa.
Com uma primavera quente e de muita chuva e previsão de seca em dezembro, a saída para alimentar o gado será a silagem de milho, diz o técnico. “O jeito é produzir e rezar para que tenha mercado e o preço do leite não caia, sempre de olho nos custos de produção, especialmente as despesas fixas, como luz e óleo diesel, para que não excedam os 60/65%”, diz.
Produtor prepara seus animais para a mostra
Em propriedade de 52 hectares, localizada no Passo da Divisa, o produtor Aldo Germano Roll, ao lado da esposa Carmem Roll e do filho Ricardo André Roll, trabalham há 32 anos com a pecuária leiteira. Com 27 vacas em lactação, a produção chega a 460/470 litros por dia. A média de produção por animal, segundo o produtor, é de 20 litros. Os animais são criados a pasto, em área de três a quatro hectares de pastagem perene irrigada, explica. Roll e a esposa são presenças confirmadas na mostra e devem participar com 20 exemplares, dois irão para Concurso Leiteiro. No último ano, a propriedade obteve o primeiro e segundo lugares no concurso.
Redator: Tradição Regional
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