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26-10-2018

CADERNO AGRONEGÓCIO: Cogumelos são alternativa de produção no interior de Pelotas


Foto: Luciara Schneid/JTR Biólogo Alexandre Brum com os produtos da Colonial Fungi, na Expofeira Pelotas

Uma agroindústria pelotense, a Colonial Fungi, está fazendo um grande sucesso, especialmente entre os chefs e apaixonados por culinária. O motivo é a produção de matéria-prima fresca e de qualidade para uso nos mais variados pratos: cinco tipos de cogumelos do grupo Ostra (azul, marrom, rosa, amarelo e rei ostras), na Colônia Maciel, no interior de Pelotas. Presente na Expofeira local, o trabalho foi alvo de muitos questionamentos pelos visitantes do Pavilhão da Agricultura Familiar.


Tudo começou há dois anos, quando o biólogo Alexandre Brum, decidiu materializar uma área que era seu objeto de estudo, desde a faculdade. Segundo ele, desde a graduação, sempre se identificou com a microbiologia e a biotecnologia. “Resolvi então me especializar e concluí mestrado em cogumelos”, diz. Após realizar os estudos, ainda trabalhou durante algum tempo como consultor em Santa Catarina, mas motivos familiares o fizeram retornar.



Conforme ele, a região oferece as condições ideais para a produção de cogumelos, porque além do clima favorável, com alta umidade, também tem disponível resíduos da agricultura, utilizados como substrato para a produção das sementes e nas unidades de produção. Com espaço disponível na Colônia Maciel, recursos próprios, clima favorável e resíduos, tinha tudo para dar início a produção.


Hoje, atende basicamente 12 restaurantes de Pelotas e algumas lojas. Também, fornece para restaurantes em Rio Grande e Canguçu. A partir de parceria com a Emater e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural (SDR), obteve o selo Sabor Gaúcho para os seus produtos.


Além disso, Brum difunde a tecnologia e outros produtores se uniram a ele. “Hoje somos seis produtores e a tendência é cada vez mais pessoas aderirem à atividade”, ressalta. A intenção é desenvolver a produção na região como alternativa para os pequenos produtores insatisfeitos com as culturas tradicionais, como fumo, pêssego, frango e leite.


De acordo com o biólogo, muitos já possuem uma estrutura prévia parada, que irá exigir algumas adequações mínimas. Além de uma boa higienização da área, é preciso uma estrutura com prateleiras, que podem ser feitas de palets e ripas para sustentar os saquinhos. O local precisa ter boa ventilação e no inverno precisa ser aquecido, pois a temperatura para o desenvolvimento dos fungos deve estar entre 22 e 28 graus.


Após o plantio das sementes no substrato, o fungo leva de 25 a 30 dias para a primeira colheita. “Eles se desenvolvem muito rápido e num intervalo de 15 dias pode ser feita uma nova colheita”, afirma. Cada penca pesa, em média, 600 gramas. Ele explica que cada unidade proporciona de quatro a cinco produções. Os cogumelos são colhidos e vendidos em porções de 150 gramas a R$ 10.


São utilizados na culinária em geral, com carne, frango, macarrão, em omeletes, frutos do mar, polenta, salteado com manteiga, enfim, como o gosto e a imaginação permitirem. 


“A atividade permite a valorização do resíduo agrícola para a produção de alimentos de alto valor agregado”, finaliza Brum.


Propriedades


O cogumelo é rico em vitaminas do complexo B, sais minerais e fibras. Com baixo teor de carboidratos, gorduras e colesterol, ainda possui riboflavinas, substância que favorece o metabolismo de gorduras, açúcares e proteínas e é importante para a saúde dos olhos, boca, pele e cabelos. Os antioxidantes presentes na composição do fungo auxiliam o sistema imunológico e são de alta atividade anticancerígena, sobretudo contra o câncer de mama e de próstata. Mas atenção: Nem todo cogumelo é comestível, não colete-o da natureza, pois pode ser tóxico. (Fonte: Globo Rural).


 

Redator: Tradição Regional



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