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Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, João Cezar Larroza, fala sobre a participação da entidade na Expofeira e atuação no município
Desde 2014, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Arroio Grande começou a participar da Expofeira, que destinou um espaço para a agricultura familiar local mostrar seu trabalho e comercializar seus produtos, explica o atual presidente João Cezar Larroza.
Em pirâmide montada junto à praça de alimentação e expositores do comércio, sete famílias comercializam produtos de artesanato e da agricultura familiar. “São comercializados, principalmente, hortaliças e produtos de panificação, como pães, cucas, bolachas e também trabalho com cordas feitas por uma família”, diz. Segundo Larroza, estas mesmas famílias comercializam seus produtos nas quartas-feiras e sábados, na praça próxima ao sindicato.
Com 52 anos de existência, a entidade saltou de menos de 200 para atuais mais de dois mil associados, conta o presidente. De acordo com ele, isto é resultado da chegada ao município dos produtores de soja, que vieram da Metade Norte do estado. “Nos últimos 20 anos, a área de soja da cidade passou de 400 para 40 mil hectares”, ressalta. Ele estima que de 80% a 90% dos produtores de soja não são naturais de Arroio Grande.
Entre as atividades dos associados, o presidente cita o arroz, soja, pecuária de corte, ovinocultura e silvicultura, que cobre de sete a oito mil hectares. Conforme ele, apenas a pecuária familiar movimenta R$ 12 milhões por ano no município. Há ainda, no município, quatro assentamentos que reúnem mais de 100 famílias. “Eles trouxeram a sua cultura para o município, como a fabricação de caldo de cana, que não é comum por aqui e fez grande sucesso na Expofeira”, afirma, e acrescenta: “Nós temos uma característica diferente dos demais sindicatos, que congregam principalmente produtores da agricultura familiar e muitos desses associados são assalariados rurais”.
Larroza explica que mais de 60% da arrecadação do sindicato é dos chamados “associados de balcão”, que pagam uma mensalidade para usufruir dos inúmeros benefícios oferecidos. Segundo Larroza, essa é a principal fonte de sobrevivência da entidade após a reforma trabalhista, que acabou com a contribuição sindical.
A visão do presidente é de uma aproximação cada vez maior com a comunidade e, por isso, leva o sindicato a participar de todas as pontas, seja nas áreas da saúde, educação, habitação, desenvolvimento econômico, com o único objetivo de melhorar a vida dos associados. Entre os projetos atuais realizados pelo sindicato, ele cita o “Minha Casa, Minha Vida Rural”, consórcio de chalés, que entrega uma casa por mês aos associados. Ele também menciona projeto ambiental realizado em seis escolas do município. Em parceria com o Grupo Ecológico Amantes da Natureza (GEAN), são desenvolvidos pelos alunos projetos com os temas água, biodiversidade, solo, sustentabilidade e saneamento.
Redator: Tradição Regional
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