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Em grande estilo, no Espaço Nave, em Pelotas, foi lançada, na noite da última quarta-feira (5), a sexta edição da Expoarroz, que neste ano incorpora a tecnologia ao seu formato. A Expoarroz Tech 2019 ocorrerá de 14 a 16 de maio de 2019 e tem como tema “Do campo à Mesa”.
Segundo o coordenador do evento, Fernando Estima, que recebeu representantes da cadeia produtiva orizícola - da produção ao varejo - autoridades e imprensa, a ideia é aproximar o setor das novas tecnologias disponíveis no mercado. Ao longo dos próximos meses, outras novidades serão anunciadas. Ele apresentou o novo layout da feira, com auditório e espaço de expositores remodelados de acordo com os novos conceitos do evento.
Entre as principais novidades, Estima anunciou a primeira edição do Round Tech, rodada de negócios entre empresas desenvolvedoras de tecnologias, como ferramentas de gestão, com representantes dos diversos elos da cadeia produtiva. Também ressaltou a sétima edição da rodada de negócios, o 7º International Rice Round Business, que possibilita a aproximação entre importadores de arroz do mundo com as indústrias e empresas brasileiras, abrindo novos mercados ao arroz brasileiro.
Ele destacou ainda, eventos como a 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, promovida pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e Embrapa. Neste ano, terá como cenário a Estação Experimental Terras Baixas (EETB) da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão. O presidente do Irga, Guinter Franz, e o chefe geral da Embrapa Pelotas, Clênio Pilon, falaram em nome dos promotores e convidaram a todos para prestigiar o evento, que ocorre nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro. Outro evento com sede anunciada para Pelotas, em 2020, é a Conferência Internacional de Arroz Irrigado de Clima Temperado (ITRC7).
A prefeita Paula Mascarenhas falou sobre o orgulho desta cadeia produtiva que tem sustentado por tanto tempo a economia local e tem sabido se reinventar. Segundo ela, o setor precisa de apoio e estímulo tanto para os produtores quanto para a indústria. “As mudanças vão ocorrer a partir de quem produz e empreende e por isso é cada vez mais importante que se busque a inovação em todos os setores”, destacou.
O arroz foi o protagonista do cardápio do lançamento, sendo oferecido aos participantes, como entrada, bolinhos de arroz em duas apresentações, com queijo coalho e alho poró e com costela desfiada. No prato principal, paella de frutos do mar assada na parrilla e carreteiro de carne assada com abóbora. Na sobremesa, o tradiconal arroz doce, também com duas variações, com leite condensado e canela e com calda de mirtilo, preparados pela equipe do proprietário do espaço, Jorginho Curi. Segundo Estima, a escolha do local para o lançamento não foi por acaso, destacando o espírito de inovação e empreendedorismo do empresário, que vão ao encontro dos objetivos do evento.
A edição 2017 da Expoarroz registrou volume total de negócios de R$ 81 milhões e contou com mais de 14.100 visitantes. Pelotas foi escolhida como sede do evento pela sua importância nacional como centro de beneficiamento e distribuição do cereal. O estado concentra cerca de 60% da produção nacional de arroz e a cidade é um dos seus principais cenários. Para a edição 2019, a expectativa é de que participem mais de 15 países e pelo menos 100 expositores.
Conforme dados do Irga, a produção gaúcha de arroz na safra 2017/2018 foi de quase 8,5 milhões de toneladas, numa área de pouco mais de 1,066 milhão de hectares. A Zona Sul foi responsável por 1.419.246 toneladas com uma produtividade média de 8.199 quilos por hectare contra a média estadual de 7.563 quilos por hectare. Dois municípios da região estão entre os dez maiores produtores do Estado: Santa Vitória do Palmar, com 565.651 toneladas e produtividade média de 8.179 quilos por hectare, e Arroio Grande, 315.333 toneladas e 7.550 quilos por hectare.
A feira reúne no Centro de Eventos Fenadoce, durante três dias, representantes da cadeia produtiva de arroz em Pelotas e promove debates de temas como tecnologia, nutrição e produção. Também fomenta negócios para o setor, fortalecendo a produção nacional. Além das palestras e rodadas de negócios, conta ainda com uma área de expositores, que apresentam de forma direta a sua empresa e produtos ou serviços aos visitantes.
Conheça um pouco mais da história das edições
Fonte: Expoarroz
Idealizada pela Bolsa Continental de Mercadorias, a Expoarroz teve sua primeira edição em 2009, logo colocando-se como um importante evento de negócios para o setor orizícola, tanto pela sua localização, no coração do maior polo produtor de arroz da América Latina, quanto pela sua abrangência internacional. Também, ocorreu a realização da 1ª Rodada Internacional de Negócios do Arroz. Expositores de diversos ramos estiveram presentes, contemplando os setores produtivo, industrial e de comercialização do produto. Além disso, as entidades do setor foram parceiras desde a primeira edição trazendo discussões políticas e palestras técnicas para a programação oficial do evento.
Na segunda edição, em 2011, o espaço foi ampliado e dividido por setores, possibilitando o aumento no número de expositores e uma melhor organização das empresas por atividade. Na programação paralela, a Rodada Internacional de Negócios do Arroz chegou à terceira edição, após uma edição fora da feira em 2010, com incremento tanto no número de vendedores quanto de compradores internacionais. Os eventos paralelos foram, novamente, de temas técnicos a discussões políticas acerca do setor, com palestrantes nacionais e internacionais. Reuniões de entidades latino-americanas também aconteceram durante a feira.
Em consonância com o tema da Expoarroz 2013, “Tecnologia e Mercados”, na terceira edição foram expostas novas tecnologias produzidas no Brasil que estão sendo exportadas, além de empresas estrangeiras trazerem o que há de mais moderno para o mercado brasileiro. Compradores internacionais, entre eles, os participantes da Rodada de Negócios, ficaram impressionados tanto com a ampla variedade quanto com a qualidade em todo o processo de produção do arroz brasileiro, desde o desenvolvimento de sementes até o transporte aos pontos de varejo, passando pelos processos de plantio, beneficiamento e armazenamento.
A quarta edição superou as expectativas de prospecção de negócios e consolidou seu papel de espaço aglutinador da cadeia produtiva. Foram 13.800 visitantes, compradores de mais de dez países nas Rodadas de Negócio, 4,5 mil participantes no Fórum de Segurança Alimentar e mais de cem expositores nos 22 mil m² de evento. Estes números tornam-se ainda mais positivos quando somados aos provenientes da 5ª Rodada de Negócios, promovida pelo Projeto Comprador Brazilian Rice. Foram US$ 7,8 milhões entre negócios fechados e futuros, realizados por 31 empresas apoiadas pelo projeto, que realizaram 115 reuniões de negócios com importadores de diversos países como África do Sul, Estados Unidos, Jordânia, Peru, Suíça, Costa Rica, Granada, Emirados Árabes, Peru e Itália. O projeto é fruto de parceria entre a Agência Brasileira de promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e Associação Brasileira da Indústria do arroz (Abiarroz).
Em 2017, uma redistribuição na área de exposição tornou a feira ainda mais focada em realização de negócios e mais atraente para o expositor. Na programação simultânea, os destaques, além das parcerias já consolidadas com Federarroz, Irga, Embrapa, LabGrãos-FAEM-UFPel e Porto do Rio Grande, esteve o painel “Caminhos para a Valorização do Arroz” e o programa “Arroz na Escola”, do projeto Provarroz, do IRGA.
Redator: Tradição Regional
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