S�bado, 06 de junho de 2026, 02:59h
Home Rural
Canguçu sediou, no dia 6 de dezembro, a Abertura Oficial da Colheita do Tabaco. O evento, organizado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul, junto com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e Prefeitura de Canguçu, reuniu mais de 350 pessoas, entre produtores, autoridades e imprensa. Os produtores Renato e Patrícia Bohm Blank abriram as portas de sua propriedade, na localidade do Herval, no 1º Distrito, para a segunda edição.
O presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, ressaltou o apoio do atual governo do Estado na valorização da cultura e frisou que, com o 25º ano consecutivo do Brasil como exportador, não há qualquer razão para se preocupar com o decréscimo de fumantes.
“O percentual de redução de fumantes é muito pequeno. Mesmo com ele, hoje temos um consumo total de 5,5 trilhões de unidades de cigarro legal no mundo. Acompanho a cultura em outros países e o Brasil é o que está melhor preparado porque tem a melhor qualidade de tabaco, uma integridade do tabaco limpo e está muito a frente de outros países em termos de sustentabilidade de produção”, explicou Schünke.
O vice-presidente da Afubra, Marco Antonio Dornelles, destacou que só para o município de Canguçu, na safra anterior, a cultura foi produzida por 5,5 mil famílias, em 9,9 mil hectares, gerando 21.141 toneladas de tabaco da variedade Virgínia que, em números, representaram um valor em cerca de R$ 203,2 milhões.
“Para esta safra nós temos uma projeção de que, nos três estados do sul, alcancemos uma produção de 669 mil toneladas, o que vai representar um pagamento de R$ 6,1 bilhões aos 150 mil produtores. Ao todo, com os impostos, a cadeia produtiva gira mais de R$ 20 milhões. Esses números falam por si sobre a importância da cultura do tabaco para a economia dos municípios e para a arrecadação do país”, destacou Dornelles.
Ele destacou ainda as ações com a responsabilidade social, educacional e ambiental, citando o projeto Verde é Vida, o Instituto Crescer Legal e o programa Plante Milho e Feijão.
Para o chefe do Executivo, Marcus Vinicius Pegoraro, a cultura do tabaco é “o que levou Canguçu a chegar ao que é hoje”. Segundo ele, com a chegada da cultura, o município teve um aumento de pelo menos 17 vezes mais no orçamento municipal.
“Antes do tabaco, Canguçu tinha um orçamento de R$ 8 milhões. Atualmente, estamos em mais de R$ 139 milhões, com uma expectativa para 2019 de alcançarmos mais de R$ 160 milhões. Isso só é possível porque a cidade é a capital da agricultura familiar, com mais de 15 mil pequenas propriedades rurais que produzem aqui, vendem em outras cidades, mas voltam para aplicarem o recurso no comércio local, gerando o desenvolvimento e ajudando a construir um município mais próspero”, destacou Pegoraro.
O prefeito de São Lourenço do Sul e vice-presidente da AmproTabaco, Rudinei Härter, reforçou as dificuldades enfrentadas, incluindo as campanhas antitabagistas e disse que vê a cultura como “a primeira economia dos municípios da região”.
“Quando tentam falar em saúde como argumento contra a produção de tabaco, lembro que saúde também se faz através da renda gerada por meio dos impostos. Só da arrecadação, pelo menos 15% são para a saúde. Imagine como ficaria a saúde nos municípios da região, sem essa arrecadação. O tabaco significa o investimento e o sustento da pequena propriedade”, reforçou Härter.
De acordo com o deputado estadual Marcelo Moraes, a cultura é muito importante para o país. Segundo ele, os que criticam o tabaco, não sabem a importância do setor para quem dele depende.
No evento, o deputado federal eleito Luiz Carlos Heinze também se fez presente, representando a Câmara dos Deputados. Para ele, é necessário estar próximo às entidades que defendem o setor para que se possa ressaltar a importância do setor.
“Os antitabagistas dizem que se precisa substituir o tabaco e pergunto aos produtores o que substitui a cultura com os mesmos rendimentos”, questionou o deputado.
Representando o governador José Ivo Sartori, que não pôde participar da cerimônia, o secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Odacir Klein, destacou a importância do tabaco para o Rio Grande do Sul.
“O tabaco produzido no Brasil é praticamente todo exportado, sendo gerador de renda e de bem estar social aos produtores brasileiros. Cerca de 80% da exportação está aqui. A integração empresa-produtor fez com que o Brasil se tornasse o segundo maior produtor e o maior exportador de tabaco do mundo. A cultura é fundamental para o estado”, concluiu Klein.
A família que cedeu a propriedade para a realização do evento recebeu do SindiTabaco uma cesta com flores e da Afubra, uma cesta com produtos da Expoagro Afubra e um kit produtividade com insumos para o plantio de um hectare de milho. Animado, o casal explicou que, em sua casa, realmente era o início da colheita e que, até aquele dia haviam colhido apenas o baixeiro. “É uma alegria abrir as portas da nossa casa para um evento como esse”, destacou o produtor Renato Blank.
O evento foi encerrado com a colheita simbólica do tabaco onde, vestindo roupas adequadas, as autoridades e os proprietários, deram o pontapé inicial para a colheita no Rio Grande do Sul. Após, foi servido um café colonial que se estendeu pela tarde, com produtores e políticos compartilhando o conhecimento sobre a cultura e a expectativa de uma boa safra.
Redator: Tradição Regional
Fechar X
Fechar X
Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS
E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514
© Todos os direitos reservados