Sexta, 10 de julho de 2026, 10:23h
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Na quinta-feira (14) o prédio da Câmara de Vereadores de Morro Redondo recebeu reunião da Associação de Criadores de Frangos da Região Sul. Na ocasião, o supervisor-regional da Inspetoria Veterinária e Zootécnica de Pelotas, Mario Shuster, e a médica-veterinária, Jaqueline Fadrique, falaram sobre as exigências das normativas nº 56 e 59, do Ministério da Agricultura, que dizem respeito ao setor e tem o objetivo de melhorar o controle sanitário nos aviários comerciais e de reprodução, simplificando o registro e a atuação dos órgãos fiscalizadores.
A principal preocupação dos produtores com relação as resoluções deverá ser evitar a transmissão de doenças entre os animais nos aviários e o contato das aves de corte com animais domésticos e silvestres. Outra mudança faz referencia à instalação de telas nos galpões, para minimizar os riscos de invasão e ataques por outras espécies. Jaqueline Fadrique informou que, para proteção, os galpões e núcleos devem ter um isolamento de no mínimo um metro para estabelecimentos de reprodução e cinco metros para os comerciais.
Conforme ela, para o controle de doenças e questões ligadas a biosseguridade, os aviários devem possuir arcos de desinfecção para veículos, além de banheiros com trocadores e vestiários. “Além disso, toda a alimentação animal e a água deverão receber tratamento que eliminem a possibilidade de entrada de patógenos, através de mecanismos de esterilização”, explicou a veterinária.
Até 6 de dezembro, todos os produtores - tanto de aves, quanto de postura – terão que adequar os aviários quanto à desinfecção, limpeza e proteção ao meio interno e externo, utilização telas, cercas de isolamento, construções adaptadas e equipamentos como o arco de desinfecção, de acordo com as exigências feitas pelo Ministério da Agricultura. A normativa também exige que os produtores estabeleçam procedimentos para garantir a rastreabilidade dos animais e dos ovos incubáveis.
O que passara a ser exigido em dezembro?
Conforme a veterinária Jaqueline, cada propriedade precisará ter um livro de visitas e os telefones de emergência das pessoas ligadas à avicultura. Com relação à higiene, será observada como o produtor entra no aviário; se ele troca a roupa e o calçado que usou na lavoura. “O ideal é usar uma touca, um avental e trocar o calçado ao entrar no aviário”, ressaltou. Segundo a integrante da diretoria da associação, Luciane Silva, será formado um grupo de produtores para negociar com a Cosulati o padrão que será exigido em relação às adequações dos aviários de Morro Redondo.
Veja algumas das exigências
- Tela antipássaro;
- Isolamento;
- Desinfecção de veículos que entrem no local;
- Depósito de ração;
- Comprovação da origem das aves.
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