Sexta, 05 de junho de 2026, 14:50h
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Autoridades estiveram reunidas na primeira apresentação do local que sediará o evento
A 19 dias da 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, na última quarta-feira (30), a Embrapa Clima Temperado - anfitriã do evento - recebeu na Estação Experimental Terras Baixas (EETB), em Capão Leão, imprensa, parceiros e convidados para uma primeira visita às áreas preparadas especialmente para os dias 20, 21 e 22 de fevereiro, quando devem ser recebidos pelo menos cinco mil visitantes. Participaram representantes da Embrapa, Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e os prefeitos de Capão do Leão, Mauro Nolasco e de Pelotas, Paula Mascarenhas.
Esta edição do evento - o maior da cultura do arroz na América Latina - terá como tema “Matriz Produtiva: Atividade Diversificada, Renda Ampliada”, buscando oferecer aos produtores alternativas para diversificar e viabilizar o seu negócio, a lavoura de arroz, com a integração lavourapecuária em áreas não utilizadas no cultivo.
Além das 34 vitrines tecnológicas de 15 empresas, que também oferecem soluções tecnológicas a outras culturas, como a soja e o milho, uma novidade preparada pelas unidades de pesquisa de Pelotas e da Embrapa será uma área alternativa onde estará em exposição nove cultivares de pastagens de verão, como opções para sanar o problema de vazio forrageiro, que ocorre no outono e na primavera, com cultivares de capim como o sudão e o elefante, e cereais, como milheto e sorgo. Nas áreas, também serão apresentados resultados e a presença de animais da raça leiteira Jersey, búfalos e gado de corte da raça Charolês.
De acordo com o vice-presidente da Federarroz, Alexandre Velho, são esperados participantes de mais de 100 municípios do Rio Grande do Sul, a presença de mais de dez outros estados da federação e em média cinco países. Este será também um ano especial porque marca os 30 anos da entidade. Ainda, ocorrerá a tradicional reunião da Câmara Setorial Nacional do Arroz, a única feita fora de Brasília.
Entre as expectativas, está o anúncio por parte da nova ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que segundo ele, já mostrou conhecer bem a questão do arroz, de mecanismos de comercialização e recursos para pré-custeio, para que o produtor não precise vender seu produto na safra. Entre os temas que precisam ser resolvidos pelo atual governo e que vêm trazendo prejuízos ao produtor, há 27 anos, diz respeito às cotas de entrada de arroz do Mercado Comum do Sul (Mercosul) a custos menores.
Conforme o vice-presidente da entidade, a cadeia acumula quatro safras consecutivas com prejuízo e precisa lidar com um alto custo de produção, entre R$ 47 e R$ 48 por saco produzido, enquanto o preço mínimo, que também precisa ser revisto, está em R$ 36,44.
Velho falou ainda que a produção do estado deve sofrer uma queda de pelo menos 10% na produtividade, principalmente na Fronteira Oeste, responsável por 40% da área do Rio Grande do Sul, que sofreu nos últimos dias os impactos das fortes chuvas. Com isso, a produção total do Estado pode cair em quase um milhão de toneladas, ficando entre 7,2 a 7,3 milhões de toneladas, nesta safra.
Irga e Embrapa apresentam na vitrine principal áreas demonstrativas da nova cultivar IRGA 431 CL e da Pampa CL, da Embrapa, que serão colhidas no ato inaugural de colheita no evento, no dia 22. Duas novas alternativas para o produtor que visa alto desempenho na lavoura arrozeira. Nas vitrines estão confirmadas empresas como Syngenta, Delta Plastics, Bayer, FMC, Koch, Basf, Ricetec e Ihara, além da participação do Irga, Embrapa e Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
Redator: Tradição Regional
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