Sexta, 05 de junho de 2026, 03:03h
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Produto rural Carlos Alberto Prestes Iribarrem recebeu o prêmio “Pá do Arroz - Lavoura Nota 10”
No dia 22 de fevereiro foi aberta oficialmente a 29ª colheita do arroz. O palco para a realização deste evento foi a Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa - Clima Temperado, em Capão do Leão.
Segundo a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), os problemas climáticos ocorridos em janeiro geraram uma perda de quase 1.800 toneladas nas lavouras de arroz, soja e milho no estado, o equivalente a R$ 2 bilhões de prejuízos aos produtores. A situação dos últimos anos da cultura arrozeira já havia indicado uma queda de 464 mil toneladas na produção orizícola de 2019 em relação ao ano passado em razão da redução da área plantada.
Em Capão do Leão, o arroz tem um significado especial, tanto na produção primária direta como na industrialização; ele representa 50,24% na formação do índice do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na industrialização. Conforme a Emater, para a safra 2019, estão previstos 6.300 hectares cultivadas com estimativas de rendimentos de 8.800 quilos por hectare, chegando a produção de 176 sacos por hectare.
Durante os três dias, produtores e autoridades discutiram caminhos e perspectivas para melhorar a produção agrícola e diminuir os custos de produção. Dentre as atividades, também ocorreram homenagens.
O produto rural Carlos Alberto Prestes Iribarrem, ganhador do prêmio “Pá do Arroz - Lavoura Nota 10”, disse que o grande segredo para obter sucesso é procurar fazer o melhor possível em todas as etapas da lavoura. “É claro que nossas dificuldades estão relacionadas ao clima, porque não conseguimos dominá-lo, mas nada que não podemos superá-lo e evitar problemas”, declarou.
Em relação à safra, ele comentou estar com boas expectativas para a colheita deste ano, inclusive com tendência de superação da safra do ano passado. Sobre o evento, o produtor comentou que o local foi bem escolhido. “Uma das preocupações da Associação de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) era em relação aos visitantes, mas o público compareceu em massa e tudo estava bem centralizado. Foi uma escolha muito feliz. O local onde foi feita a colheita ficou excepcional. Ali era um campo de futebol que foi totalmente reestruturado para dar início a colheita deste ano”, disse Iribarrem.
Para o presidente do Sindicato Rural de Capão do Leão, José Roberto Britto Sedrez, a maior dificuldade dos produtores é o mercado do arroz. “Nós pagamos impostos demais. Precisamos aliviar nossas despesas. Isso é um processo lento que gerará muitas outras reuniões e discussões. O governo estadual e federal é recente, mas manteremos nosso canal de diálogo aberto até conseguirmos contentar ambos os lados”, destacou Sedrez.
Nos três dias de evento, o sindicato participou da programação na carreta Farsul/Senar/Casa Rural, com palestras que ilustravam o tema deste ano: “Matriz Produtiva. Atividade Diversificada, Renda Ampliada”.
O evento contou com patrocínio do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e Ministério da Agricultura, correalização da Embrapa e realização da Federarroz.
Redator: Tradição Regional
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