Quinta, 04 de junho de 2026, 15:49h
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No dia 29 de março, no salão de eventos da Paróquia de Santa Tecla, localizada na avenida Narciso Silva, 901, aconteceu a primeira reunião de trabalho de 2019 do Sindicato Rural de Capão do Leão, com apoio da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e Casa Rural. O evento reuniu associados, produtores rurais e autoridades municipais que ouviram e debateram com os palestrantes a atual situação das lavouras de soja e arroz, além da exportação do gado em pé.
Pela manhã, o presidente do Sindicato Rural, José Roberto Britto Sedrez, deu por aberto os trabalhos e saudou aos presentes. O advogado da Farsul, Álvaro Moreira, foi o primeiro palestrante. Ele abordou a legislação atual da reforma trabalhista e contrato de trabalho. Para ele, a nova legislação da reforma trabalhista não se adaptou a realidade do homem do campo, afirmando que fizeram uma minirreforma na zona rural.
O ganhador do prêmio “Pá do Arroz”, da 29ª Colheita do Arroz, produtor rural Carlos Alberto Prestes Iribarrem, falou sobre perspectivas da safra de arroz e soja de 2019. Dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), apontam que nas últimas três safras o plantio da área de arroz diminuiu em 15,5%, e o de soja aumentou em 42%.
Segundo Iribarrem, a lavoura de arroz empobreceu e o custo de produção aumentou. “É preciso adequar o consumo a demanda. O custo de um hectare de arroz equivale a três hectares de soja. Isto acontece pelo melhoramento da tecnologia com o surgimento de novas máquinas, o que dá ao produtor rural uma visão de melhor segurança e a possibilidade de ampliação de novos investimentos”, explicou.
Já o engenheiro agrônomo e membro da Comissão da Pecuária de corte da Farsul, Fernando Nova Cruz Dias, disse que o Brasil nos últimos dez anos praticamente dobrou a produção bovina. Das 212 milhões de cabeças o país passou a ter excedente; ou seja, produziu mais e consumiu menos. “Isto permitiu que fôssemos vistos pelos demais países como um potencial exportador de bovinos. Tanto da carne bovina como de bovinos vivos. O resultado foi um aumento gradual na lista de compradores, tanto na de carne como na de compradores de bois vivos”, disse.
Ainda, conforme Dias, os principais importadores da carne do estado são: Turquia, com quase 80% das nossas exportações; Egito, com 9,1%; Líbano, com 6,2%; Jordânia, com 3,9%; e Iraque, com 3,2%. “Esses países são os que mais compram nossos produtos”, afirmou.
Ele também ressaltou a evolução do mercado na genética bovina. “Estamos evoluindo no mercado de genética. Se cria mais uma especialidade dentro da criação de bovinos. O Brasil passa a ser produtor e exportador de genética. O Cazaquistão é o primeiro pais interessado em importar genética. Mas o que é exportação de genética? A genética bovina e bubalina busca além do controle sanitário a ampliação de rebanhos de elite através do material genético (animais, embriões e sêmen)”, ressaltou.
O supervisor regional da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Valmor Lansini e o médico veterinário Vilson Ricardo dos Santos, falaram sobre a questão sanitária, e também sobre a possibilidade da retirada da vacina contra a febre aftosa até o final do ano. O tema é polêmico, e alguns produtores da região estão preocupados com essa medida adotada pelo governo federal.
Durante a palestra foi lembrado o momento já vivido na cidade de Jóia (RS), há 400 quilômetros de Porto Alegre, que em 2001 passou por uma crise no setor agropecuário com o retorno do foco da febre aftosa. Outros produtores enxergam como uma possibilidade de abertura dos mercados externos. Ainda, foi debatida a nova composição da vacina que passa a ser de dois miligramas com a retirada do vírus C.
Homenageados com troféu de Destaque Agropecuário
O sindicato prestou homenagens aos pecuaristas; Anna Luiza Sampaio Quinto Di Cameli, Carlos Alberto Prestes Iribarrem, Fernando Nova Cruz Diaz, Valmor Lansini e Hermes Ribeiro pelo trabalho desenvolvido em favor da agricultura da zona sul com demonstração de afeto pela terra em que vivem, tornando-a produtiva e sendo exemplo para o agronegócio.
Inauguração do novo local da Inspetoria Veterinária
A inauguração da nova sede da Inspetoria Veterinária de Capão do Leão também fez parte da programação. Em novembro do ano passado, a diretoria concordou com a sugestão de alugar o prédio frontal como meio paliativo para obtenção de recursos financeiros devido ao corte do imposto sindical, um dos principais motivos que alimentou a crise financeira entre os sindicatos.
Para atender as dúvidas sobre sanidade animal, a inspetoria conta com três funcionários: o médico veterinário Leonardo Mortagua de Castro e os técnicos agrícolas Jaqueline Sória e Luciano Ramos. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h ao meio-dia, e das 13h às 17h. O novo endereço é avenida Narciso Silva, 1.566. O telefone é (53) 3275-1116.
O corte da fita de inauguração da Inspetoria Veterinária foi feita pelo presidente do Sindicato Rural, José Roberto Britto Sedrez; vice-presidente Clóvis Victória; supervisor regional da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Valmor Lansini; presidente do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Pelotas, Nilson Ireno Loeck, e diretor da Farsul, Hermes Ribeiro de Souza Filho.
Redator: Tradição Regional
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