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Sobrinhos do produtor Wilson Behling, Elvis, André e Elias, continuam com as atividades de produção da maçã
Há 19 anos, desde que o espírito pioneiro do produtor Wilson Behling enxergou na maçã, mais precisamente na variedade Eva, um empreendimento potencial para a região, a fruta virou destaque e se tornou referência no município, ganhando em 2007, ao lado do caqui, uma festa específica, realizada por ocasião das comemorações do aniversário de emancipação e celebração das potencialidades locais. A importância da fruta deixou sua marca no município, que ficou impressa inclusive em construções urbanas, como as paradas de ônibus localizadas na beira da estrada que corta o pequeno município.
Foram muitas colheitas, realizadas nos meses de janeiro e fevereiro, e que colocaram o município em evidência. Há dois anos, Behling está afastado da atividade por problemas de saúde e o trabalho na propriedade, que possui oito hectares de pomares de maçã, na Colônia Oliveira, é tocado pelos sobrinhos do produtor, Elvis Behling, André Behling e Elias Tessmann.
André Behling não esconde a sua admiração ao falar sobre o aprendizado que foi para ele e os outros dois primos trabalhar ao lado do tio no pomar. “Vamos continuar tocando a propriedade do mesmo jeito que sempre foi”, diz.
Segundo ele, a macieira segue um ciclo semelhante ao pessegueiro, entrando em dormência durante o outono, quando a folha cai e florescendo em agosto, quando é feita a poda e condução do pomar. As primeiras frutas começam a aparecer em novembro e, em janeiro, estão prontas para serem colhidas. O clima da região contribui para que a fruta tenha uma melhor coloração e sabor diferenciado e adocicado.
A fruta comercializada e distribuída na festa é mantida em câmara fria, a 1ºC. Pelo menos quatro toneladas - uma para distribuição e três para comercialização - foram reservadas para este fim. A redezinha com um quilo da fruta custará em torno de R$ 4. Conforme Behling, a colheita deste ano ultrapassou as 70 toneladas, comercializadas em Pelotas e região, junto às fruteiras, atacados, cooperativas e supermercados.
O pomar, que possui em média 1,2 mil plantas, é 50% irrigado por gotejamento. Entre os principais entraves da cultura está o clima, pois a combinação calor e chuva pode apressar a maturação da fruta e provocar perdas. Além disso, o alto preço cobrado pelo adubo e defensivos irá refletir nos custos de produção.
Na propriedade, o produtor conta com câmara fria para armazenagem do produto e máquina polidora e selecionadora da fruta. Os equipamentos auxiliam na classificação e conservação do produto até chegar ao mercado consumidor.
Redator: Tradição Regional
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