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Arroio do Padre tem como características o minifúndio e a policultura. É formado por pequenas propriedades rurais, cada uma em torno de 20 hectares, que são cultivadas com mão de obra familiar. Entre as principais atividades está a cultura do fumo e a pecuária leiteira, que sofreu recente retração devido à crise do setor. A fruticultura, seja para comercialização ou subsistência, é um dos pontos fortes do agricultor familiar. Junto ao pêssego, a maçã e o caqui, os produtores estão sempre em busca de alternativas, a fim de viabilizar suas propriedades.
Uma fruta que tem surgido com perspectivas otimistas de mercado é a pitaya, nativa da América Central e México. A fruta se origina de espécies de cactos e significa fruta escamosa, também chamada de fruta-dragão. Existem três espécies, todas muito comercializadas pelos seus frutos, que lhes dão os nomes: a pitaya-branca (rosa por fora e branca por dentro), a pitaya-amarela (amarela por fora e branca por dentro) e a pitaya-vermelha (avermelhada por dentro e por fora). Como a planta só floresce pela noite - com grandes flores brancas -, suas flores são algumas das várias plantas chamadas de “flor da noite”.
Segundo dados da Emater/Rs-Ascar, em Arroio do Padre, 20 produtores se dedicam à implantação da cultura em suas propriedades, quatro deles com destaque. Trata-se de uma alternativa de renda, já que a fruta está em alta, o que pode assegurar novos mercados.
Entre estes produtores, está Gilnei Hornke, que tem com a pitaya a sua primeira experiência como produtor de frutas. Como ainda não possui terra própria, fez um experimento na volta do pátio de sua casa, onde implantou 100 mudas, adquiridas de um produtor de Arroio Grande a R$ 10 cada uma. “Ela pode ser plantada em pouca profundidade - entre três e cinco centímetros dentro do chão - e por ser originária da flor do cactus não exige muita coisa e vinga em qualquer lugar”, diz Hornke.
A produção foi iniciada em outubro do ano passado e deve ter seus primeiros resultados no próximo verão. Segundo ele, em um hectare é possível colher até 11 toneladas da fruta. Hornke plantou duas variedades, a vermelha e a branca, alternadas em piquetes de madeira, que a planta utiliza para se estabelecer. “São plantas perenes, com um ciclo longo e podem produzir por mais de 20 anos”, afirma.
Redator: Tradição Regional
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