Sexta, 10 de julho de 2026, 03:38h
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Evento reuniu representantes do setor
Emater e Embrapa estiveram no município de Morro Redondo apresentando vários temas relacionados à cadeia produtiva do pêssego, com a participação das indústrias Citral, Neumann, Schramm, Patslaff, Bertoldi, Simons, Schelby, Goden Peach, Frutos da Terra e Cafsul, e produtores. Na ocasião, participaram das reuniões os engenheiros agrônomos da Emater, Evair Ehlert e Roberto Simch, e os pesquisadores da Embrapa, Luciano Picolotto e Bernado Ueno.
Os especialistas explicaram o ciclo biológico das moscas das frutas, cuja presença pode ser observada o ano todo. “No caso do pêssego, o período de pico é bem na época da safra, entre outubro e fevereiro. Por isso a importância de dar continuidade ao trabalho de monitoramento realizado ano passado”, disse Ehlert. Também foram discutidas a importância do controle fitossanitário de doenças para prevenir a podridão e a antracnose nas frutas, e as práticas que devem ser adotadas em cada fase do cultivo, incluindo o pós-colheita.
Mais água
Os pesquisadores também orientaram os participantes sobre a importância da manutenção das plantações em bom estado hídrico. Segundo pesquisa, o pessegueiro necessita, em média, de seis milímetros de água por dia, por isso o produtor deve estar atento para o local adequado de se plantar o pessegueiro na propriedade. “Já que sofremos tanto com as secas, é importante o produtor conhecer técnicas de retenção de água no solo”, afirmou o agrônomo Evair Ehlert. Conforme ele, plantar palhas todos os anos entre os pessegueiros, fazer alguns buracos no solo, cultivar plantas de cobertura no verão, como a soja perene, o amendoim forrageiro e o feijão miúdo, são algumas das formas que ajudam bastante nesse processo.
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