Sexta, 10 de julho de 2026, 00:25h
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Governador Tarso Genro recebe Relatório do Diálogos CDES: Desafios para o Desenvolvimento Rural no RS
O governador Tarso Genro anunciou, nesta quarta-feira (22), que o Rio Grande do Sul criará um Plano Safra especial direcionado às populações mais pobres do meio rural. O comunicado foi feito durante audiência com integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES-RS), que entregaram ao governador um relatório com propostas para o desenvolvimento rural, resultado do trabalho da Câmara Temática Economias do Campo.
"Temos desejo de demarcar a diferença das políticas para a economia camponesa pelas suas especificidades. Esse segmento representa um elo de resistência de toda uma cultura do campo que está sendo dizimada pelos valores do mercado e da economia capitalista globalizada", disse Tarso Genro. O governador adiantou que é possível fazer esta diferenciação das populações que atuam no setor agrário. "Temos clareza que atendendo estas famílias de forma específica estaremos dando uma contribuição nacional", afirmou.
O anúncio do chefe do Executivo atende a reivindicações constantes no documento entregue esta manhã pelo Conselhão. "Estas são as nossas contribuições à política emancipatória para a população do campo", disse o conselheiro Jacques Alfonsin, acompanhado dos secretários do CDES, Marcelo Danéris, do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Ivar Pavan, e da coordenadora do Ministério do Desenvolvimento Agrário no RS, Dalva Schreiner.
Jacques Alfonsin disse, ainda, que os seminários do Conselhão garantem contribuições diretas dos protagonistas habitantes do meio rural e que tem assento no colegiado que assessora o governador."Ficou claro aqui que não trazemos apenas propostas, mas vamos acompanhar como isso chega aos mais necessitados, aos pobres do campo", concluiu.
Desafio de universalizar as políticas agrárias
Ivar Pavan estima que cerca de 200 mil famílias de agricultores gaúchos estejam enquadrados nesta modalidade. Segundo ele, é necessário ampliar os programas e ações do Governo para alcançar este segmento, que deverá ser enquadrado no próximo Plano Safra para 2013/2014.
"Essa proposta é nosso desafio para o próximo período. Significa qualificar e universalizar as políticas públicas para o meio rural", confirma Ivar Pavan. Para ele, isso significa contar com muito mais recursos do Governo Ffederal com ações para assistência técnica, infraestrutura produtiva (estradas, eletrificação, formação), acesso à internet e educação dos jovens para serem agricultores. "Ou então continuaremos vendo os jovens terminando o segundo grau e migrando para as cidades", registra Pavan, lembrando do severo problema de esvaziamento do campo e da sucessão rural.
Para o dirigente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) e conselheiro técnico do CDES, Airton Hoschscheid, o problema da sucessão rural é constatada em vários outros países e é acertado ter políticas específicas para o seu enfrentamento.
Ações devem chegar à população
No encontro com conselheiros nesta manhã em seu gabinete, o governador também solicitou ao Conselhão que contribua no controle da gestão do Estado, acompanhando a eficiência das políticas públicas para que realmente cheguem ao público. "Os conselheiros devem incidir sobre os secretários, os técnicos, sobre o governo para ver se as políticas chegaram na ponta", disse Tarso Genro.
"Esta nova tarefa do Conselhão de fazer o monitoramento da gestão dos programas já foi iniciada neste ano em áreas como os programas voltados à indústria, ao Pacto Gaúcho da Educação e ao Programa de Microcrédito, em análise neste momento", acrescentou Danéris.
O governador ressaltou que novas políticas de governo devem vir acompanhadas de formação dos quadros do Estado para superar eventuais resistências burocráticas. "Se os funcionários são bem formados adquirem um novo prazer no trabalho, vencendo nichos de acomodação", disse ao comentar o trabalho que é desenvolvido pela Escola de Governo, que completa um ano de formação dos quadros públicos.
Atender os que mais precisam
"As políticas públicas devem ter o objetivo de incluir os excluídos. O Brasil encontrou seu caminho do desenvolvimento a partir do momento em que o Governo Federal e os Estaduais compreenderam a política social como desenvolvimento e não assistenticialismo. Desenvolver as regiões mais empobrecidas é nosso desafio e papel principal da política pública.
Segundo Pavan, o documento formulado pelo Conselhão, em parceria com a SDR, traz diretrizes para o desenvolvimento rural, com proposições objetivas à infraestrutura do campo, qualificação da comunicação, melhoria nas estradas, educação rural com foco na qualificação do agricultor como produtor rural e como gestor da sua propriedade. "São questões essenciais para a estratégia de desenvolvimento agrário e para qualificar nossas políticas e hierarquizá-las para atender quem mais precisa das políticas públicas".
O texto foi construído por meio de debates na Câmara Temática Economias do Campo e aprimorado durante um Diálogos CDES-RS realizado com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, em 23 de julho, do qual participaram dezenas de lideranças dos movimentos sociais do campo debatendo o tema "Desafios para o Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul".
Integram a Câmara Temática os conselheiros Carlos Otávio Schneider, Clamir Balén, Eduardo Macedo Linhares, Elton Roberto Weber, Frei Sérgio Görgen, Gedeão Silveira Pereira, Isaías Vedovatto, Jacques Távora Alfonsin, Ronei Alberto Lauxen, Rui Polidoro Pinto, Sérgio Schneider, Vergílio Frederico Perius, Sérgio de Miranda, Josecarla Signor.
Confira o relatório entregue ao governador no www.cdes.rs.gov.br/biblioteca.
Redator: Secom
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