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27-08-2012

Começa o plantio da 1ª safra de feijão no Rio Grande do Sul


Conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (23/08), os agricultores iniciaram o preparo das áreas a serem implantadas com feijão para a 1ª safra anual. A perspectiva de aumento de área, que ocorre em função de anos de preços finais altos na comercialização anterior, pode, nessa safra, não ser contundente, pois recebe grande concorrência da commodity soja, que extravasa lucros e mantém ótimas perspectivas de mercado. Mantendo a tendência dos últimos períodos, o preço médio da saca de feijão-preto no RS vem evoluindo, registrando pequenos aumentos semanais. Novamente nessa semana o valor médio aumentou 0,40% sobre a anterior, chegando a R$ 102,58 a saca de 60 kg.

A semana foi de intensa prática de dessecação de áreas e semeadura do milho, atingindo várias microrregiões do Norte e Noroeste do Estado. Historicamente teríamos entre 8% e 10% da área semeados na 3ª semana de agosto. A chuva, embora de baixo volume, nos últimos dias está sendo decisiva para a germinação do milho e já se visualizam lavouras com bom estande de plantas. O preço médio da saca de 60 kg, em nível estadual, teve novo aumento durante o último período, alcançando R$ 27,18 quando negociada pelo produtor.

A cultura do trigo está com bom desenvolvimento, devido às condições meteorológicas registradas nos últimos dias. As precipitações, embora fracas, têm sido suficientes para manter a umidade em níveis aceitáveis à cultura. No momento, temos 88% da área em estágio vegetativo, 10% em floração e 2% em granação, o que coloca a atual safra dentro da média dos últimos cinco anos. No período continuaram as práticas culturais de controle de inços e aplicações fúngicas.

As áreas implantadas com cevada apresentam muito bom desenvolvimento vegetativo e boa sanidade. Da mesma forma que a cultura do trigo, a cevada entra agora no seu período mais sensível quanto às variações climáticas e à presença de doenças e pragas, a floração. Como é o normal para essas duas culturas de inverno, os agricultores estão atentos e realizando as prevenções e o controle de pragas e doenças que são necessários, especialmente, devido ao orvalho da noite e à elevação das temperaturas diurnas.

Na maior região produtora de citros do RS, o Vale do Caí, a colheita ganhando ritmo acelerado, estando em fase final a colheita das bergamotas das variedades pareci e ponkan. A colheita da montenegrina, bergamota com a maior área de cultivo no Estado, já atinge 30%, e do tangor murcott (cruzamento natural de laranja e bergamota) está em início de colheita, com 5% das frutas colhidas. Entre as laranjas, aumentou significativamente o volume colhido da variedade umbigo-monte-parnaso, fruta de mesa por excelência, graúda, e que está com excelente coloração e sabor. O percentual colhido chega a 40%. A laranja-valência, fruta cítrica com a maior área de cultivo no RS, destinada à confecção de suco, já está com 10% das frutas colhidas, e a laranja-do-céu tardia, fruta de mesa, sem acidez, encontra-se com 35% colhidos.

Iniciam os trabalhos de campo para implantação da nova safra de melancia, como preparo do solo, coveamento, adubação, transplantio e semeadura. Cada vez mais os melancicultores estão recorrendo à técnica de produção de mudas em estufas, melhorando o estande dos melanciais e, principalmente, buscando a antecipação da colheita. Tendência de leve redução na área a ser estabelecida, face aos percalços impostos pela estiagem do último verão. Em Cacequi, município grande produtor, a intenção de plantio situa-se próxima aos 1.000 hectares, ou seja, dez pontos percentuais a menos que a última.

Em virtude da elevação das temperaturas e do aumento do volume de chuvas das últimas semanas na maioria das regiões do Estado, houve boa brotação dos campos nativos e incremento do crescimento vegetativo das pastagens anuais e perenes cultivadas, aumentando assim a oferta de forrageiras. As chuvas revitalizaram as pastagens cultivadas, especialmente as áreas instaladas com as gramíneas anuais mais cultivadas no território gaúcho, que são a aveia e o azevém.



Redator: Emater/RS



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