Quinta, 09 de julho de 2026, 18:57h
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Como parte das comemorações de 75 anos da Estação Experimental Cascata, a Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS) recebeu uma das maiores referências mundiais em minhocultura, professor Jorge Dominguez, para palestrar no Curso Avançado em Minhocultura, realizado nos dias 01 e 02 de outubro, na própria Estação. O professor espanhol, oriundo da Universidade de Vigo (Galiza/Espanha), abordou questões que geralmente não são tratadas, dando aos participantes - professores, pesquisadores, técnicos e estudantes de pós-graduação - uma visão mais profunda e especializada do assunto.
A relação das minhocas com os microrganismos, efeitos da alimentação no crescimento e reprodução das minhocas, alterações nas variáveis químicas durante a transformação do resíduo orgânico e metodologias de pesquisa em minhocultura foram alguns dos temas tratados por Dominguez. Segundo ele, o desenvolvimento da técnica na Espanha é muito similar com a forma com que é trabalhado no Brasil. “O que deve ser destacado, é que essa tecnologia não está preparada para ser utilizada em grandes propriedades, tem muito mais sentido se usada por agricultores familiares, reutilizando seus próprios materiais e obtendo um produto de qualidade”, complementou.
“Nosso objetivo com o curso é trocar ideias com grupos internacionais, como esse da Espanha, para podermos disponibilizar aos agricultores algumas estratégias com menos mão de obra e que qualifiquem o produto final”, destacou o pesquisador da Embrapa Gustavo Schiedeck. A pesquisadora Glaucia Nachtigal também contribuiu com seus conhecimentos ao falar sobre a temática Potencial do húmus de minhoca na supressão de patógenes. O evento, realizado em parceria com a Escola de formação Política e Cidadania (ESPAF), congregou especialistas de diversos lugares do Estado, como Bagé, Frederico Westphalen, Lajeado e Santa Maria.
O que é a Minhocultura?
É um processo natural de conversão de resíduos, que utiliza as minhocas para produzir fertilizantes orgânicos de alta qualidade. O diferencial da técnica está no pouco tempo que o agricultor precisará dedicar ao processo, apenas prestando atenção ao manejo da alimentação. E também está no investimento necessário, já que ao contrário do que a maioria acredita o custo para a criação do minhocário é praticamente zero. Segundo Gustavo Schiedeck, dificilmente o agricultor vai investir dinheiro, mas é preciso cuidar de certos detalhes. “Muitas vezes vemos minhocários construídos a céu aberto, próximos de fontes de água, sem nenhum controle ou manejo mais aprimorado e nessas condições as minhocas não produzirão húmus de qualidade”, destacou.
Redator: Assessoria de Imprensa
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