Quinta, 09 de julho de 2026, 10:11h
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A matança em série que já vitimou 16 cães e quatro gatos em uma única rua do bairro Cancelão, há dez quilômetros do centro de Piratini, tem preocupado e causado indignação nos moradores da rua 15 de Novembro. Segundo a moradora Fernanda Oliveira, que teve os cachorros Ito e Pelé envenenados, o responsável pelos crimes atua de madrugada dando comida envenenada aos animais que sofrem muito antes de morrer e acabam gerando perigo às pessoas, já que devido a dor os animais se tornam violentos.
Ela, além de perder os bichos de estimação, teve o filho de apenas quatro meses atacado por um dos cães envenenados. “O cachorro entrou sem eu perceber no quarto onde o guri dormia. Eles ficam inchados, raivosos e se botam na gente”, conta a dona de casa sobre o quase ataque que poderia ter acabado muito mal. Praticamente todos os moradores da rua já perderam cães ou gatos, em média, um por residência, nos últimos 30 dias.
Bruna Lafuente também teve dois cães mortos. Duque e Tandara eram animais mansos e viviam circunscritos ao pátio da avó. Ela conta que uma vizinha foi a recordista da rua e teve os quatro felinos mortos até agora e mais quatro cães. Conforme a veterinária da Emater Piratini, Marina Sinott, tanto a venda do chumbinho como da Estricnina são proibidas no comércio do ramo. Ela explica que, dependendo da dose, o chumbinho quando absorvido pelo ser humano através de mucosa ocular ou oral, pode ocasionar contração muscular generalizada.
A veterinária comentou sobre um hábito que nesses casos pode agravar o problema envolvendo o raticida. “As mãos que tiveram contato com o veneno devem ser lavadas sempre com água fria, se possível com bicabornato, e nunca com água quente, pois isso ocasiona a dilatação das células e permite a penetração mais fácil da substância”, explica. Em caso de ingestão, um médico deve ser procurado imediatamente.
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