Quinta, 09 de julho de 2026, 10:11h
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O plantio de arroz no Rio Grande do Sul já passa dos 90% de área cultivada e está quase finalizado. Se o tempo ajudar, a área plantada em 2012 deve ultrapassar um milhão de hectares e a safra 2012/2013 pode se tornar uma das maiores da história do Estado. Os municípios de Arroio Grande, Bagé, Jaguarão e Rio Grande já encerraram essa fase. Segundo o Instituto Riograndense do Arroz (Irga), a região sul do Estado é a que está mais adiantada no plantio, com 99,1% da área semeada.
A fronteira oeste, maior produtora, finalizou 97% de sua área e outra grande região produtora gaúcha, a depressão central, registra 87% do plantio finalizado.
Segundo o Irga, a expectativa é de que esta seja a segunda maior safra de arroz no Rio Grande do Sul, com oito milhões de toneladas produzidas em uma área total de mais de um milhão de hectares. O número recorde registrado foi na safra 2010/2011, que atingiu nove milhões de toneladas. Com menos arroz no mercado, os produtores devem negociar com preços em alta. Hoje, a média da saca de 50 quilos está em R$ 35,00. “Deve haver uma redução normal na produção, mas o preço deve se manter em um patamar próximo do que está agora, já que o estoque do país está muito baixo. Hoje, o estoque é de 1,2 milhão de toneladas e a projeção é de 800 mil toneladas para safra de 2013/2014”, afirma o coordenador da Câmara Setorial do Arroz, César Marques.
Boas expectativas, apesar dos contratempos
Neste cenário, é a expectativa de preços melhores que anima os produtores, segundo Hoerbe. “Temos uma expectativa de comercialização boa para a próxima safra. Nós tivemos um 2011 horrível, 2012 foi um ano um pouco melhor e esperamos que 2013 seja ainda melhor. Esperamos alguma coisa não inferior a R$ 35,00 a saca para que a atividade tenha um pouco de remuneração”, aponta César Marques, mesmo com a atual queda no preço do arroz no Estado, que já chega a 2,5% no mês. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) comentam que o fraco ritmo de venda do beneficiado justifica essas baixas.
O setor atacadista/varejista tem demonstrado interesse de compra, mas a preços abaixo das tabelas das beneficiadoras gaúchas. Entre os produtores, tem predominado o comportamento retraído. Parte deles afirma não ter mais arroz em seus armazéns; outros, na última semana, comercializaram, especialmente, os lotes em depósito nas indústrias em função da necessidade de fazer os pagamentos de compromissos da safra. Entre 20 e 27 de novembro, o Indicador do Arroz em Casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias (Rio Grande do Sul, 58 grãos inteiros) recuou 2,45%, fechando a R$ 37,38 por saca de 50 quilos. Na parcial de novembro, o indicador acumula baixa de 3,7%.
Redator: Assessoria de Imprensa
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