Quinta, 09 de julho de 2026, 07:37h
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Famílias Rurais se dizem cansados de esperar e repetir inúmeras ligações para o 0800 da CEEE, que em situações de grande dimensão fica inoperante
Acabou a paciência com uma situação que não muda e aproxima o consumidor do limite que divide a linha entre o bom senso e a irritabilidade, o que leva a ações extremas na busca pelos direitos do consumidor. Quatro dias após o temporal que colocou abaixo boa parte da estrutura responsável por levar energia a aproximadamente oito mil residências da cidade zona rural de Piratini, distritos inteiros e importantes para a economia do município ainda estão sem luz, agravando a situação de famílias rurais que, impotentes, assistem a produção leiteira estragar e abrem covas nos quintais para enterrar a carne e outros alimentos que nem mesmo os cães deram conta de comer. Cansados de esperar e repetir inúmeras ligações para o 0800 da CEEE, que em situações de grande dimensão fica inoperante, cerca de trinta agricultores do Assentamento Conquista dos Imigrantes, 4ª Distrito, ocuparam o escritório da empresa as 10 horas desta manhã. - Vamos ficar aqui até vocês restabelecerem a nossa energia – anunciou Ivair de Souza, coordenador do protesto, ao gerente Antônio Balbino Soares, que requisitou e ameaçou: - Eu preciso trabalhar e não poderei fazer isso com vocês dentro do prédio. Se não saírem, serei obrigado a chamar a polícia – Neste momento, os demais agricultores se indignaram e houve um princípio de tumulto, rapidamente controlado por Ivair. O coordenador exigiu que Antônio Balbino entrasse em contato com a gerencia regional, o que foi imediatamente feito e, ao receber o telefone, a discussão entre eles se acirrou e houve troca de farpas. Ivair, após as ponderações do gerente Balbino, convenceu seus companheiros a saírem do local diante da promessa de que até as 15 h a energia retornará ao assentamento. Mas prometeu: - Se o prazo não for cumprido, vamos voltar e não teremos previsão para desocupar, e podem chamar a polícia, o governador e quem mais quiser – Enquanto o gerente ampliava seus argumentos na intenção de mostrar que a situação não prejudicava somente a localidade e sim uma quantia significativa de consumidores e que as equipes da CEEE estavam trabalhando com intensidade e capacidade máxima, Ivair eximia os funcionários de culpa, responsabilizando a Companhia e sua falta de estrutura, pela situação.
- Estamos cansados de ser agredidos de todas as formas. São três mil litros de leite por dia que vão estragar e além desta questão emergencial, há ainda a falta de qualidade do serviço destinado a nós, onde se uma pequena parte das residências ligarem o chuveiro, as demais ficam sem energia – contou o assentado.
Para marcar o protesto, um tarro de leite estragado foi despejado em frente ao escritório da empresa.
Redator: Blog Eu Falei
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