Quinta, 09 de julho de 2026, 02:56h
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Compradores levaram, em média, três quilos de pêssego da variedade Eldorado para casa
Com base no êxito obtido em 2012, o produtor Flávio Oliveira novamente colocou a família na boleia do pequeno caminhão, aquisição feita com a finalidade de transportar tudo o que é cultivado em suas terras no 5º distrito de Piratini, e outra vez trouxe para a cidade toda a produção de pêssego originária dos quase 900 pés plantados e que este ano proporcionaram seis toneladas do fruto.
Por cinco dias, Flávio, a esposa e dois filhos, estiveram com o veículo estacionado nas avenidas centrais, atitude suficiente para vender toda a produção. Comercializando o quilo a R$ 1, 50, no mínimo a metade do preço encontrado no comércio local e feiras de rua, ele não só permitiu que as donas de casa economizassem, como também fugiu do rigor e demora para receber caso tivesse optado por vender toda a safra para as fábricas de Pelotas, que usam a fruta para a fabricação de compotas.
“Eles são muito exigentes na classificação do pêssego e isso reduz o preço pago por quilo. Outro grande problema, é que demoram demais para pagar. Conheço produtores que levam até um ano para receber pelo que vendem”, conta Flávio, justificando à venda direta ao consumidor. “Teve dias que trouxe 600 quilos e voltei com o caminhão vazio. Prefiro assim a vender para eles”, garante.
Redator: Blog Eu Falei
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