Quarta, 08 de julho de 2026, 09:19h
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O principal transmissor da raiva aos herbívoros é o morcego que se alimenta de sangue
O surto que já vitimou cerca de 30 bovinos, agora avança sobre os ovinos. De acordo com o secretário da Agropecuária, Adelino dos Santos, as áreas que apresentam maior concentração de casos são o Passo do Machado e a localidade do Curral de Pedras. "Já registramos casos em outras regiões e iniciamos o enfrentamento, capturando os morcegos hematófagos [que se alimentam de sangue]. Precisamos que os produtores identifiquem as furnas [locais que abrigam os vetores da raiva] para que o município possa atuar através da Inspetoria Veterinária", explica.
Estima-se que cada furna pode conter até 400 animais, que migram para outras regiões à medida que o espaço fica reduzido. O clima seco, quente e a disponibilidade de alimentos justificam o aumento da quantidade de morcegos na região. A raiva transmitida por estes animais é causada por um vírus que afeta o sistema nervoso e não tem cura. Também existe risco para a saúde humana.
Sinais clínicos
Os sinais da raiva podem incluir alterações de comportamento, depressão, demência ou agressão, dilatação da pupila, fotofobia (medo do claro), incordenação muscular, mordidas no ar, salivação excessiva, dificuldade para engolir devido à paralisia da mandíbula, déficit múltiplo de nervos cranianos, ataxia e peresia dos membros posteriores, progredindo para paralisia. Neste estágio o animal para de comer e beber. O estágio paralítico pode durar de um a dois dias, seguido de morte por parada respiratória. Casos de suspeita podem ser denunciados para as inspetorias Veterinárias. Candiota - (53) 3245.8020; Pinheiro Machado (53) 3248.1268; e Hulha Negra -(53) 3249.1393.
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