Quarta, 08 de julho de 2026, 08:17h
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O empreendimento de Batalha se habilita a suprir um mercado gigante, com potencial de 15 milhões de consumidores no país e que atualmente importa mais de 60 mil toneladas do produto por ano
Luiz Eduardo Batalha está animado com o empreendimento que ergueu às margens da estrada que liga a BR-293 ao distrito de Torrinhas, em Pinheiro Machado, e que irá industrializar azeite no município. Seu entusiasmo pôde ser percebido na segunda-feira (1º) durante visita promovida pelos vereadores Rogério Moura e André Kisuco, e que contou com a participação do vice-governador Beto Grill, que prometeu apoio à iniciativa pioneira no Brasil. "O governo do Estado está aberto à nova economia, principalmente quando se trata de uma alternativa para desenvolver a Metade Sul, tão negligenciada durante o processo de desenvolvimento do Rio Grande", salientou o representante do Executivo gaúcho.
A produção deve chegar à sede da Chalet Agropecuária até o fim da semana, para os testes experimentais. Batalha, entretanto, está convencido de que o retorno depende apenas de um empurrãozinho do governo. "Estamos no território propício, geograficamente perfeito e com logística apropriada. Precisamos apenas ajustar as condições de competição, porque o Brasil importa muito produto de baixa qualidade, vendido como azeite extra-virgem. Neste sentido, buscamos o apoio do governo do Estado para fiscalizar estes produtos, verificando a procedência e a qualidade", enfatiza o empresário.
Oásis no Pampa
O empreendimento de Batalha se habilita a suprir um mercado gigante, com potencial de 15 milhões de consumidores no país, que atualmente importa mais de 60 mil toneladas do produto por ano. E não falta apelo para absorver esta demanda. "Temos capacidade para produzir 500 mil litros de azeite por ano, e também produziremos azeitonas propriamente ditas", explica. O empresário, reconhecido no território da pecuária com destaque para a ovinocultura e para a produção de Angus, conheceu experiências de olivicultura nos Estados Unidos, na Espanha, na Itália e na Argentina antes de decidir pelo investimento na Campanha Gaúcha.
"Descobri que a Serra do Veleda é simplesmente perfeita para o desenvolvimento desta cultura. Na Toscana (região da Itália), a olivicultura se desenvolve em paralelo à vitivinicultura, e não é por acaso. As condições necessárias para as duas produções são idênticas, além disso, a colheita ocorre de maneira subsequente (primeiro a das videiras, e em seguida das oliveiras), utilizando a mesma mão de obra", assevera.
Em volume de produção, a área plantada em Pinheiro Machado perde apenas para Caçapava do Sul. E estes produtores terão pelo menos três chances de lucrar com a nova indústria. "Estes agricultores terão a chance de vender a produção ou de industrializar conosco para vender seu próprio azeite. Neste caso, a indústria retém um percentual. Há ainda a possibilidade de criar uma marca e incluí-la em nosso universo de produtos, que serão comercializados, em um primeiro momento, em todo o território nacional", explica Batalha, ao destacar que o empreendimento foca o mercado paulista e carioca, "com grande potencial de expansão".
Nova etapa
Os equipamentos importados da Itália iniciam a revolução das oliveiras nesta semana, com a perspectiva de potencializar a industrialização em escala nos próximos meses. "Por enquanto faremos testes com a produção da Miolo, de Candiota, para afinarmos o processo. A unidade industrial ainda passa por ajustes, mas estamos acelerando para concluir em pouco tempo", enfatiza. Batalha revela ainda, que o narrador Galvão Bueno, amigo pessoal com que mantém sociedade na produção de bovinos, manifestou a intenção de ingressar no novo setor. "Ele esteve na fazenda durante o final de semana, com a família e até propôs uma parceria. Ficou encantado com os equipamentos, e realmente está pensando em produzir azeite. É um grande parceiro", sentencia.
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