Ter�a, 07 de julho de 2026, 13:41h
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Dos oito novos Arranjos Produtivos Locais (APLs) selecionados pelo Governo do Estado para receberem apoio por meio do Projeto de Fortalecimento dos APLs, dois são da Zona Sul. Trata-se do APL do Polo Naval e Offshore do Rio Grande e do APL do Complexo Industrial da Saúde da Região Sul. O anúncio foi feito no final da tarde de terça-feira após a reunião do Núcleo Estadual de Ações Transversais (Neat), responsável pelas avaliações dos projetos.
Ao receber a notícia, o presidente da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), César Roberto de Brito, prefeito de Pedro Osório, elogiou a coesão de entidades e órgãos regionais envolvidos na elaboração dos projetos e na persistência em adequar formatos atendendo todos os prazos e regras determinados pelos avaliadores.
O complexo industrial da saúde, por exemplo, foi elaborado por um conjunto de entidades e empresas locais, tendo a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) como principal articuladora através da Coordenação de Inovação Tecnológica (CIT/PRPPG). A proposta visa fortalecer e apoiar o desenvolvimento da cadeia produtiva do complexo industrial de materiais médico-hospitalares estabelecidos na Zona Sul do Estado.
Já a proposta de consolidação do Polo Naval e Offshore foi coordenada pela Prefeitura Municipal de Rio Grande com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul (SEBRAE/RS) e Fundação Universidade de Rio Grande (Furg) para apoiar uma nova cadeia de produção industrial na economia regional e, particularmente, no extremo sul do Estado, cuja tradição industrial está voltada historicamente ao setor agro alimentar. O APL, neste caso, dará sustentação aos investimentos, principalmente, na garantia dos 15 mil empregos diretos gerados, mostra a parcela significativa de pessoas dependentes das suas atividades.
RECURSOS - Os APLs poderão acessar um total de R$ 4 milhões, em quatro anos, para apoio à governança e elaboração de planos de desenvolvimento, além de um potencial de R$ 7,2 milhões ao ano com incentivo fiscal. Serão exigidas contrapartidas financeiras ou econômicas crescentes, iniciando em pelo menos 10% do valor recebido já no primeiro ano.
Segundo o diretor de Produção e Inovação da AGDI, Sergio Kapron, que coordenou o trabalho da comissão de análise, vale destacar a distribuição regional dos arranjos: cinco deles estão localizados na Metade Sul, historicamente carente de desenvolvimento. “Isso atende a um dos objetivos do projeto, que é priorizar APLs como instrumento de desenvolvimento local e regional, destacou.
O edital de seleção considerou também as prioridades de diferentes políticas públicas, como Política Industrial, da Agricultura e do Turismo e ainda o combate às desigualdades regionais. A partir de agora, os APLs selecionados têm de entregar a documentação especificada no edital e construir seus planos de trabalho. Para orientá-los nesse processo, está marcada para 10 de junho uma reunião da AGDI com as entidades gestoras de cada um dos oito arranjos.
Próximos passos:
• 3 de junho: publicação dos resultados no Diário Oficial do Estado
• 10 de junho: reunião, em Porto Alegre, com as entidades gestoras dos APLs e os responsáveis por elaborar os planos de trabalho
• 23 de julho: prazo final para entrega dos planos de trabalho assinados e da documentação para o convênio
• 15 de agosto: prazo para assinatura dos convênios com as entidades gestoras dos APLs selecionados
• 13 de setembro: se convocados os suplentes, prazo de entrega dos planos de trabalho assinados e da documentação para o convênio
• 11 de outubro: se convocados os suplentes, assinatura dos convênios com as entidades gestoras dos APLs suplentes.
Redator: Assessoria de Imprensa
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