Ter�a, 07 de julho de 2026, 12:39h
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A programação do 28º Seminário Cooplantio iniciou nesta segunda-feira (03) em Gramado, com o debate Economia, Tendências e a Agricultura do Sul do Brasil. Mediado pelo jornalista Irineu Guarnier, participaram da mesa redonda o engenheiro agrônomo Alexandre Barros, o economista e professor Marcelo Portugal e o diretor-superintendente do Porto de Rio Grande, Dirceu Lopes.
O mercado de grãos no Brasil e no mundo foi um dos temas debatidos. Marcelo Portugal, o primeiro a falar, destacou o crescimento da agricultura nacional e sua influência no crescimento econômico do país. “Quem puxou o PIB foi a agropecuária. Se a indústria continuar a andar para trás, teremos um crescimento baixo do PIB. O que está fazendo a diferença é a agricultura”.
O comportamento do mercado de grãos nos próximos meses no Brasil e no mundo foi o tema abordado por Alexandre Barros. Segundo ele, o mercado está acreditando que, com a colheita das safras da China, Leste Europeu e Estados Unidos, vai haver uma queda nos preços dos grãos. Ele alerta, no entanto, que o atraso no plantio de milho e de soja norte-americano, causado pela chuva, pode mudar esse cenário.
“O mercado acredita que, quando essas safras forem colhidas, teremos uma sucessão de três safras muito grandes, e em novembro, haveria uma baixa de preços muito grandes. Mas, no milho, por exemplo, mesmo que a quebra seja pequena, já há a retirada de grande quantidade de grãos do mercado internacional, e essa quebra pode manter os níveis dos preços”.
Sobre o preço dos insumos, Barros prevê que eles devem se manter estáveis nos próximos meses. “Não vejo grandes mudanças de preços até o final do ano. O mercado brasileiro de adubo está muito aquecido. A relação de troca está muito favorável”. Outro tema abordado no seminário foi a logística. O diretor-superintendente do Porto de Rio Grande, Dirceu Lopes, pontuou os principais problemas que os produtores brasileiros estão enfrentando para escoar a safra de grãos.
Para ele, os portos não servem para estocar os grãos, mas sim para transportar, e o governo precisa investir em financiamentos para ajudar o produtor a armazenar. “Porto não é para estocagem, porto é pra rodar. É preciso trabalhar com financiamentos para que possamos estocar nas propriedades”.
Para Lopes, as estradas, muitas vezes de chão batido, também são um problema grave de logística, já que afetam o custo agregado final, que pesa no processo de lucro do produtor. “A ferrovia não vai até a propriedade do produtor. Ele precisa transportar a carga também pela rodovia. E hoje, nós somos dependentes das rodovias. Hoje, os portos, que muitas vezes são os grandes vilões, também dependem do processo rodoviário para escoar a produção”.
O 28º Seminário Cooplantio discute até amanhã (05) o tema Inovação no Agronegócio para Produzir Mais e Melhor.
Redator: Assessoria de Imprensa
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